domingo, 30 de novembro de 2008

Cease the day...

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Eu me empolguei...

Ano passado na apresentação de ballet da minha filha, meu pai tirou uma foto primorosa. Em close, ela vestida de anjo, um desfoque meio acidental, a quadra de futebol ao fundo. A pele de porcelana e os cabelos quase negros contrastando com o branco e prata da roupa. Asas parecendo verdadeiras.

"Boom", veio na minha cabeça imaginativa: "Asas do Desejo". E eu, na empolgação, joguei no Photoshop, transformei o fundo todo em preto e branco, aumentei o brilho na minha filha, desfoquei um pouco mais a parte em PB. A página artesanal, é claro, tinha que ser em preto. Um pouco mais de branco, uns brilhinhos e estava pronto.

Ao exibir, toda orgulhosa, o resultado final para a minha filha, percebo no seu rostinho um certo desconcerto. Ela que aos seus 5 anos ainda está mais para "Ma Vie en Rose", me pergunta: "Mamãe, porque você fez dessar cor?". E eu, meio balbuciando, tento me explicar, palavras desconexas de quem já sabe de antemão que não importa o que seja dito, não vai convencer. Que preto e branco é chique, lindo, que ela tava linda de branco, e etc e tal.




Em tempo: O "Ma Vie en Rose", ao qual me refiro não se trata da tradicional canção interpretada por "La Piaf", "La Vie en Rose". Lembrei-me do excelente (quase homônimo) filme francês que vi uma vez de um menino que era gay e tinha visões de Barbies dançando ao ritmo disco. Imperdível.



Do amor platônico

Assim ela me contou e faço deste blog instrumento:

Ela tinha uns 10 anos. Nem sabe direito como começou. Parece que foi num dia, sala de aula um tanto agitada, olhou para trás e no meio da confusão estava ele, alheio ao barulho, cabelos castanhos e pele branca, na fileira ao lado. Ela diria que foi "amor à primeira vista".

A partir daí, as aulas nunca foram mais as mesmas. Entre uma matéria e outra, lições copiadas do quadro-negro, olhares furtivos para trás cheios de curiosidade e timidez. Chegar ou sair da sala, movimentos automáticos até então, foram preenchidos com expectativa e surpresa.

Ela ia a pé para a escola. Mas nunca se encontraram no caminho. Não é de se surpreender então que ela ficasse tão entusiasmada um dia, quando saindo da padaria, ela o visse lá do outro lado da rua. Havia um carro. O que estavam fazendo, ele e seu pai, se consertando ou lavando, pouco importou. A camisa de estampa diferente, meio parecendo pano de cortina, que em qualquer outro menino pareceria engraçada, nele lhe pareceu interessante.

Passar naquela calçada, em frente àquele prédio, tornou-se também motivo de anseio, quase angústia esperançosa.

O ano terminou, outro ano começou e ele não estava mais. Nunca mais o viu, nem mesmo em frente ao prédio. Depois de alguns meses, acreditou que tinha se mudado dali para outro lugar.
Restou daquele ano apenas a foto escolar que durante as férias havia lhe dado conforto.

Seis anos se passaram. Chamou-lhe a outra amiga, um certo dia, para ir à sua casa. Chegou a ter, no fundo de sua memória, um lampejo de lembrança daquele que morava anos atrás, no prédio ao lado. E qual não foi a sua confusão de emoções ao ver que quem conversava com o irmão da sua amiga, em frente ao prédio era justamente aquele menino. Menos menino é claro, quase corpo de homem, mas o mesmo rosto tranquilo. Num tempo praticamente incontável, talvez menos de um segundo, vieram-lhe na mente todas aquelas imagens: sala de aula, foto escolar de final de ano, camisa de cortina...

Foram apresentados. O nome, ela já sabia. No olhar dele, não conseguiu vislumbrar nenhum traço de reconhecimento. Sendo assim, guardou para si o fato de já se conhecerem. Naquele momento, mesmo tantos anos depois, reacendeu-se com mais vigor adolescente o amor infantil.

A partir dali, encontraram-se muitas vezes, durante mais alguns anos. Roda de amigos divertida. Tornou-se a relação bem menos platônica mas nem tanto possível. Seguiram-se mais encontros e desencontros, até que o movimento da vida finalmente os separou.

Eu que vejo de fora observo: como é bonito perceber que seus olhos brilham, quando daquela época ela me conta. Lembrando que naquele tempo despreocupado bastava um olhar ou uma conversa para preencher o seu dia de alegria. Roubo para mim um pouco da memória dela, na esperança de que ao torná-la minha, retire algum ensinamento.

Neste Natal...

Não quero enfeite de porta e nem guirlanda colorida.
Árvore de Natal e Papai Noel também não quero.
Nem peru, farofa ou pernil.
Ou nozes, castanhas e frutas secas.
Talvez uma taça de vinho.
Sem ceias ruidosas ou íntimas.
Se possível, apenas um cartão (pode ser branco) que diga:
Paz, saúde e amor.
E não quero acreditar nessas palavras tampouco.
Quero que sejam verdadeiras.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Não quero ser geek!

Li certa vez, creio que foram palavras do sr. Bill Gates, que a verdadeira revolução da informática seria quando o computador fosse para o usuário do dia-a-dia como uma geladeira ou um fogão, o verdadeiro "plug-use". Ligou e pronto.

Com todo este problema da internet em casa, que eu ainda não consegui resolver, comecei a refletir sobre o assunto. O fato é, eu tenho essa sina de trabalhar com informática (sim, leitores desconhecidos, pasmem, eu sou do mundo da tecnologia). Então, todo mundo espera que eu seja a expert em tudo relacionado a informática. Mas na área de TI, acontece algo parecido com a medicina. Não é porque o cara é ginecologista que ele vai sair tratando de cérebros, por exemplo.

Mesmo sem conhecer tudo relacionado à microinformática, eu tenho alguma atração natural pelos computadores. Gosto de fazer uns downloads, escrever blog, adoro um Photoshop, conversar no MSN e no Orkut, enfim... Me acostumei a um entretenimento digital. Mas me revolto com toda a sobrecarga que vem junto. Não quero saber se o windows é 2000 ou Vista, de firewall, de senha de wireless, de anti-vírus, qual o melhor navegador, se já tem o plug-in x ou y.... Tudo isso me cansa.

E é aí, que vejo com uma certa desilusão, que estamos cada vez mais longe de ter o nosso "micro-fogão" ou "micro-geladeira". Por que no fim é assim: a internet parou? Foi o Bitcomet que eu baixei que ferrou tudo? Ou será que o problema é do provedor? É no modem? O firewall tá configurado direito? Ah! E como se não bastasse, tem o celular também. Porque se o servidor pop não tiver correto, não dá para mandar e-mail, e o MMS.... arrrgh...

Se há algo de Polyanna nessa história a extrair é que pelo menos a gente se volta aos prazeres normais. Ler um bom livro ou revista, resgatar aquele CD antigo, ir ao cinema... Até porque no fim, com internet e tudo, não troco um bom papo na mesa do bar com os amigos por nenhum MSN...

Tá vendo? Eu detesto a Polyanna mas não deixo de dar-lhe um certo crédito....

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Sonho - Viagem para Boston

Sonhei hoje que arrumei 3 malas e que ia para Boston. Resolvi sair direto de algum lugar (acho que era do trabalho) mas não tinha passaporte. Olhei no relógio, 8:55h, faltava apenas 1 hora para embarcar. Tempo que não dá nem para chegar no Aeroporto de Guarulhos. Eu olhava em volta e pensava: "onde estão as 3 malas"? E nas mãos, tinha um molho de chaves. E fiquei naquela indecisão, entre ir para casa buscar as malas ou sair direto para o aeroporto, pensando que mesmo assim, não dava mais tempo...

Acordei, passei a mão na bochecha esquerda para tirar uns fios de cabelo. Pensei: "ufa, ainda bem que não foi na testa. Não vou esquecer o sonho"...

Gris


Desde sábado estou me sentindo assim. Cinza. Os dias estão cinza e eu também, por dentro.

Ontem não me ocorreu nada para dizer. Nadinha. E de noite, ainda briguei com a moça da Central de Relacionamento do meu provedor, como se isso adiantasse alguma coisa. Ainda estou sem internet em casa, faz 1 semana e meia.




O inverno cismou de voltar né? Posso até usar a citação francesa que encontrei:

"Novembre est un beau mois. Mais il fault aimer le gris. Et l'oeil en saisir la lumière."
Gilles Vigneault
(Novembro é um belo mês. Mas é preciso amar o cinza. E o olho segurar a luz).

Ontem vesti um suéter amarelo canário para tentar quebrar o cinza. Mas misturei com preto, acho que não adiantou. Me lembrou aquele filme, acho que sueco, onde tudo é preto e branco mas de repente as pessoas começam a ficar da cor do sentimento que elas têm por dentro, e é então que se instaura a confusão. Sim, as pessoas disfarçam bem.

Não lembro o nome do filme. Se lembrar, falo depois.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Mais de Charlie e Lola











- Mãe, inconstitucionalíssimamente tem 11 sílabas, mais do que paralelepípedo que tem 7 sílabas.

Contando nos dedos:

- Mamãe! Prédio tem 4 SÍBOLAS!

Tentei não rir. Mas foi inevitável. Rimos os três, descontroladamente.