Acho extremamente saudável festejar. Realmente precisamos de alguns dias definidos para prestar homenagens, fazer festa, lembrar de pessoas e fatos importantes. Aniversário sempre me emocionou muito, sempre achei que era aquele dia em que eu era a protagonista da estória, o centro das atenções, que naquele dia eu podia tudo. Ultimamente não tenho me emocionado tanto mais. Acho que apesar de sonhadora, a vida me faz fantasiar cada vez menos e isso rouba um pouquinho da mágica da data.
Com Ano Novo, diria que não me lembro de me emocionar. Parece que as pessoas acreditam que todos os problemas, as mágoas, as desilusões se apagam no dia 31. Tudo zera e a partir do dia primeiro a vida se torna melhor. Eu nunca pensei assim. Diria até que antigamente eu era um pouco mais supersticiosa com outras coisas. Hoje em dia, acredito que podemos ser agentes das nossas próprias mudanças. Devemos lutar por aquilo que queremos, ter persistência e fé. E funciona. Nem sempre exatamente do jeito que a gente imagina. Mas sempre há algo de bom a extrair quando nos propomos a mudar e a conquistar.
Hoje, dia 31 de dezembro, eu vou festejar a passagem do Ano Novo. Talvez não da forma como eu imaginava mas o dia não passará em branco. É uma festa bonita, festeja-se a virada do ano, a alegria, a beleza e a progressão da vida. E em 2009, continuarei meus projetos, talvez um pouco mais calejada, mas com certeza otimista, esperançosa e madura. Momentos difíceis existirão como sempre na vida. Mas tenho fé de que conseguirei superá-los.
Feliz 2009. Ou como a minha amiga Cacau diria: 2000 inove.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
sábado, 27 de dezembro de 2008
Leituras
Terminei de ler o livro da Clarice Lispector ("Perto do coração selvagem"). A linguagem poética da Clarice é algo realmente belo e perturbador. Devo dizer entretanto que não é um livro apropriado para quem está passando um momento emocionalmente complicado. Por um lado tem a questão da identificação pois creio que a gente tende a se ligar mais a determinados textos quando encontra elementos que coincidem com sentimentos pelos quais estamos passando no momento. Só que a Clarice (através da personagem Joana) definitivamente tem a característica de se refugiar na melancolia. Me parece que é um estado permanente da personagem/escritora. Descobri que os sentimentos, mesmo os negativos, podem tornar-se confortáveis. Podemos nos apegar à melancolia, à raiva, à magoa, da mesma forma como à alegria, ao entusiasmo e etc. Nos acostumamos com um determinado sentimento como fuga ou desculpa para não tentar mudar ou melhorar aspectos da nossa vida.
Ganhei de presente a biografia de Tom Jobim com CD e tudo. Foi um presente inesperado e gostei muito. Começarei a lê-lo imediatamente.
Ganhei de presente a biografia de Tom Jobim com CD e tudo. Foi um presente inesperado e gostei muito. Começarei a lê-lo imediatamente.
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Árvore de Natal
A gente tinha uma árvore de Natal bem pequena e há anos eu vinha prometendo para os meus filhos uma maior. Este ano eu finalmente cumpri a promessa, comprei uma grande, enfeites lindos, tinha um kit de bonecos de pelúcia lá na Etna, não resisti. Bolas de vidro com glitter. Um luxo só... Na hora de montar foi uma festa.
Árvore de Natal para mim tem um significado todo especial. Em casa, quando eu era criança, até a adolescência, eu era responsável por montá-la. Lembro que as aulas terminavam e eu já esperava ansiosa o momento de pegar a árvore e os enfeites. Todo ano era a mesma árvore e os mesmos enfeites. Parece que naquela época a gente não tinha tanta necessidade de novidade o tempo todo. A gente sabia desfrutar melhor os momentos simples.
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Comida de Natal

De todas as comidas de Natal, a que não pode faltar para mim é a rabanada.
Quando eu me mudei para São Paulo eu ia sempre para o Rio no Natal. Mas teve um ano em que eu estava quase estourando de tão grávida (porque o meu filho nasceu no dia 15 de janeiro) e o Natal teve que ser comemorado aqui.
Minha mãe foi à padaria comprar pão de rabanada. Para sua surpresa, a atendente não sabia o que era isso. Explico: no Rio, somos muito influenciados pelo portugueses. Além da questão de termos origens da época do império, tem a chegada predominantemente de portugueses e espanhóis na década de 50. Creio que desde o império até os anos 60, os portugueses nunca deixaram de chegar, visto que eu tenho bisavó portuguesa (neste corpinho de japonesa). Voltando à vaca fria, até hoje, muita gente em São Paulo nem faz idéia do que é uma rabanada, já que a influência aqui é italiana.
Hoje, resgatei anos e anos de preparação de pratos natalinos (detalhe que eu detesto cozinhar) e amanheci cortando pão de rabanada (na espessura exata) que eu encontrei no mercadinho local de proprietários portugueses. Minha "ajudante" chegou e eu a ensinei a confeccionar as iguarias.
Às 10 horas da manhã eu estava degustando rabanadas frescas. Achei que era demais abrir uma garrafa de champanhe a essa hora, então contentei-me em acompanhá-la com um bom vinho tinto Cabernet Sauvignon (embora eu imagine que que o recomendado neste caso seria um vinho do Porto).
Será que é por isso que a minha criatividade subitamente reaflorou?
Receitinha rápida de rabanada:
Cortar o pão de rabanada "dormido" na espessura de um dedo grosso.
Colocar numa tigela leite adoçado com um pouco de açúcar.
Pegar cada fatia e mergulhar no leite sem empapar demais. Colocar a fatia molhada numa forma.
Bater ovos com um pouco de açúcar numa tigela.
Esquentar bem o óleo para fritura.
Uma a uma, passar a fatia molhada no leite no ovo dos dois lados e colocar na frigideira quente.
Depositar a rabanada num prato com papel toalha para retirar a gordura (melhor que não fique muito gordurosa).
Após fritar todas as rabanadas, misturar numa vasilha açúcar e canela até ficar numa cor entre a do açúcar e da canela.
Uma a uma, passar a rabanada morna na mistura e arrumar numa travessa.
A mistura de açúcar e canela que sobrar, deixar num recipiente com colher para que a pessoa ao comer possa aproveitar para polvilhar na rabanada.
Sugestão: comer à tarde, antes da ceia, à noite, depois da ceia e na manhã do dia 25. Não importa que com isto você esteja ingerindo umas 3000 calorias.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Susto
Menina de 5 anos:
- Mamãe, preciso de um homem!!
- O quê?
Viro-me para ela, seu olhar contempla um boneco tipo príncipe da Barbie. Estamos na loja de brinquedos.
- Ah, entendi, para namorar com a sua Barbie, né?
- Sim...
- Mamãe, preciso de um homem!!
- O quê?
Viro-me para ela, seu olhar contempla um boneco tipo príncipe da Barbie. Estamos na loja de brinquedos.
- Ah, entendi, para namorar com a sua Barbie, né?
- Sim...
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Sonho - Decoração
Faz tempo que eu tenho uns sonhos onde estou em apartamentos imensos, com vários quartos, caminhos complicados e decoração sofisticada. Às vezes me impressiono com o tamanho do apartamento. Vou andando e a cada momento aparecem quartinhos, escadas, caminhos diferentes. Hoje eu tive um sonho deste tipo. O apartamento não era muito grande e eu não me lembro direito do percurso. Mas a decoração era bem colorida. Mais colorida do que das outras vezes. Havia paredes azuis, almofadas floridas, algumas entremeadas de fios brilhantes. Vasos com flores, coisas assim. Tudo estava claro e alegre. Nos sonhos antigos, geralmente o ambiente era sombrio.
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
O corpo fala? A aparência importa?
Eu moro perto de um hospital. Hoje pela manhã eu andava pela rua para casa, vindo da academia e vi um médico com os cabelos molhados, meio bagunçados, jaleco na mão. Ele segurava o jaleco pela gola, pendurado no dedo como se fosse um cabide. O jaleco voava para um lado e para o outro e ele ficava tentando equilibrá-lo no dedo e até perdia um pouco a direção na calçada enquanto andava.
Logo atrás dele, vinha outro médico, aproximadamente 60 anos de idade, óculos. O jaleco estava já colocado, impecavelmente passado, vincado, quase que engomado. E o médico andava com um ar extremamente altivo.
Mais uns metros para trás do médico imponente vinha um outro médico mais novo. Entre 35 e 40 anos. Jaleco colocado, passado sem ser engomado, estetoscópio envolvendo o pescoço com a ponta guardada no bolso, ar feliz, andar despreocupado.
Chamou-me a atenção a forma como cada um portava o seu jaleco. E fiquei pensando em como isto devia revelar um pouco da postura deles em relação à vida e à profissão. Analisando as três atitudes de cada um com o seu jaleco, eu concluí que não gostaria de ser atendida pelo primeiro. Seria preconceito meu ou uma análise válida, fico me perguntando.
Logo atrás dele, vinha outro médico, aproximadamente 60 anos de idade, óculos. O jaleco estava já colocado, impecavelmente passado, vincado, quase que engomado. E o médico andava com um ar extremamente altivo.
Mais uns metros para trás do médico imponente vinha um outro médico mais novo. Entre 35 e 40 anos. Jaleco colocado, passado sem ser engomado, estetoscópio envolvendo o pescoço com a ponta guardada no bolso, ar feliz, andar despreocupado.
Chamou-me a atenção a forma como cada um portava o seu jaleco. E fiquei pensando em como isto devia revelar um pouco da postura deles em relação à vida e à profissão. Analisando as três atitudes de cada um com o seu jaleco, eu concluí que não gostaria de ser atendida pelo primeiro. Seria preconceito meu ou uma análise válida, fico me perguntando.
Sonho - (Re?)-construção

Estou num terreno vazio. Olho para o lado e vejo uma pilha de tijolos. Sei que tenho que construir uma casa mas... como? Vejo um homem desconhecido e ele me diz:
- Não se preocupe. Eu te ajudo.
Muda a cena e vejo um local onde houve um bombardeio. Deito-me em um monte, no meio dos escombros. Olho para a frente e vejo a Catedral da Sagrada Família de Barcelona; a fachada preservada, a parte interna eu não tenho certeza. O céu está cinzento. Penso: "que interessante a beleza estranha de Gaudí. Mesmo em meio à destruição, a catedral continua bonita, parece até que ela combina com o cenário..."
Acordo mas continuo pensando no sonho de olhos fechados.
- Não se preocupe. Eu te ajudo.
Muda a cena e vejo um local onde houve um bombardeio. Deito-me em um monte, no meio dos escombros. Olho para a frente e vejo a Catedral da Sagrada Família de Barcelona; a fachada preservada, a parte interna eu não tenho certeza. O céu está cinzento. Penso: "que interessante a beleza estranha de Gaudí. Mesmo em meio à destruição, a catedral continua bonita, parece até que ela combina com o cenário..."
Acordo mas continuo pensando no sonho de olhos fechados.
Assinar:
Comentários (Atom)