Me deparei com uma Antologia Poética de Pablo Neruda:
Me gustas cuando callas porque estás como ausente,
y me oyes desde lejos, y mi voz no te toca.
Parece que los ojos se te hubieran volado
y parece que un beso te cerrara la boca.
Como todas las cosas están llenas de mi alma
emerges de las cosas, llena del alma mía.
Mariposa de sueño, te pareces a mi alma
y te pareces a la palabra melancolía.
terça-feira, 31 de março de 2009
Post 400
Preciso registrar que o post passado foi o 400.
Vocês devem estar pensando: que bacana, uma pessoa escrever 400 posts.
Eu confesso. Escrever é doloroso. E só quem escreve sabe o que custou escrever 400 posts.
Valeu a pena.
Vocês devem estar pensando: que bacana, uma pessoa escrever 400 posts.
Eu confesso. Escrever é doloroso. E só quem escreve sabe o que custou escrever 400 posts.
Valeu a pena.
segunda-feira, 30 de março de 2009
Sobre a permanência do amor
As pessoas insistem em justificar e a querer quantificar o amor. Principalmente quem olha de fora.
É comum e aceitável dizer: "ontem eu senti medo, agora me acalmei e já não sinto mais".
Por que não seria normal dizer: "ontem eu não amava, hoje eu me encantei e amo".
No amor, assim como na religião, parece haver um conjunto pré-estabelecido de regras. Para a religião, existe a bíblia. O ritual. Para o amor, existem regras não escritas nas quais as pessoas inconscientemente se baseiam ao julgar (veja que feio) uma situação. Porque amor tem que ser para sempre e precisa de motivo, ao que parece. Como a gente ouve às vezes a pessoa dizer: "a fulana não pode amar o beltrano porque ele é errado para ela. É carência".
"Hoje eu levei uma fechada no trânsito e senti raiva" - afirmativa correta, as pessoas diriam.
"Hoje eu olhei umas crianças brincando e senti amor" - afirmativa incorreta, se apressariam em explicar. Porque amor não é isso, não se sente em segundos, não acaba. Ele tem uma hora para começar e não pode acabar nunca.
Não consigo deixar de me indagar porque as pessoas precisam classificar sentimentos. O que se sente é o que se sente e ninguém tem nada com o que vai no coração das pessoas. A não ser, é claro, que o sentimento se ligue ao sentimento de outra pessoa. E neste caso, eu diria, interessa tão e somente aos dois.
É comum e aceitável dizer: "ontem eu senti medo, agora me acalmei e já não sinto mais".
Por que não seria normal dizer: "ontem eu não amava, hoje eu me encantei e amo".
No amor, assim como na religião, parece haver um conjunto pré-estabelecido de regras. Para a religião, existe a bíblia. O ritual. Para o amor, existem regras não escritas nas quais as pessoas inconscientemente se baseiam ao julgar (veja que feio) uma situação. Porque amor tem que ser para sempre e precisa de motivo, ao que parece. Como a gente ouve às vezes a pessoa dizer: "a fulana não pode amar o beltrano porque ele é errado para ela. É carência".
"Hoje eu levei uma fechada no trânsito e senti raiva" - afirmativa correta, as pessoas diriam.
"Hoje eu olhei umas crianças brincando e senti amor" - afirmativa incorreta, se apressariam em explicar. Porque amor não é isso, não se sente em segundos, não acaba. Ele tem uma hora para começar e não pode acabar nunca.
Não consigo deixar de me indagar porque as pessoas precisam classificar sentimentos. O que se sente é o que se sente e ninguém tem nada com o que vai no coração das pessoas. A não ser, é claro, que o sentimento se ligue ao sentimento de outra pessoa. E neste caso, eu diria, interessa tão e somente aos dois.
domingo, 29 de março de 2009
Sentimentos
Ninguém consegue ao certo saber o que a gente sente e nem quantificar o sentimento.
Ninguém tem direito de diminuir o nosso sentimento.
O parâmetro de medição do sentimento é aquilo de bom que ele provoca na gente.
Sentimento é intangível mas pode ser percebido por palavras ou ações.
A percepção precisa ser própria, sem avaliação de outrem.
Quem não consegue perceber ou rejeita a sinceridade dos nossos sentimentos,
ou está com medo ou na verdade não é digno deles.
Ninguém tem direito de diminuir o nosso sentimento.
O parâmetro de medição do sentimento é aquilo de bom que ele provoca na gente.
Sentimento é intangível mas pode ser percebido por palavras ou ações.
A percepção precisa ser própria, sem avaliação de outrem.
Quem não consegue perceber ou rejeita a sinceridade dos nossos sentimentos,
ou está com medo ou na verdade não é digno deles.
Sem Palavras
Eu andei quieta esses dias.

Quando ficamos muito tempo esquecidos de nós mesmos, temos a tendência de querer buscar num primeiro momento essa essência de volta desenfreadamente. Como cachorro preso, a gente sai sem direção. Se junto com essa euforia sentimos dor, o resultado pode não ser bom. Pode ser catastrófico, eu diria. Porque a gente pode se utilizar de válvulas de escape que no lugar de ajudar, apenas mascaram a dor que a gente sente. E pior do que tudo, podem nos levar à direção contrária do que a gente quer.
Ainda bem que de tempos em tempos somos forçados a pausas para reflexão. E no meio dessas pausas, a gente acaba olhando para as coisas com mais sobriedade. A gente para para avaliar aquilo que foi realmente crescimento e o que foi dano. Ouve as pessoas. E recebe a bênção de contar com pessoas que trazem de volta à gente o que há de melhor em nós.
No outro dia eu acordei, depois de meses de sofrimento e me senti melhor. Isso aconteceu porque eu tive um vislumbre de volta da pessoa que eu era, que andava meio perdida dos seus sonhos e das suas convicções. Eu recebi algumas ajudas, isso é verdade. Mas isso não tira o mérito da minha alegria. Porque a gente recebe ajuda por algum motivo.
Em seguida, eu senti vergonha. Senti vergonha de me desviar do meu caminho, de deixar de acreditar. Lamentei vários atos. Mas eles ficarão lá para sempre, para não deixar que eu esqueça daquilo que me faz bem ou mal. Foi uma vergonha bem mais profunda do que a que eu descrevi no dia em que quase me envolvi no acidente. Mas de certa forma, elas, as vergonhas, têm relação porque em ambas as situações, tive testemunhas que assistiam enquanto eu quase me quebrava de vez.
Pena é que as pessoas não estejam preparadas para a nossa recuperação. As mesmas pessoas que nos estendem a mão, as retiram por incapacidade de assimilar a mudança. Junte-se a isso inseguranças íntimas, talvez. E muito provavelmente o deixar-se dominar por opiniões alheias, contaminadas por preconceitos próprios. Sim, porque nem sempre o que a gente escuta aparentemente com a intenção de ajudar, é para ajudar realmente. As pessoas às vezes dizem coisas aos outros com um tom de amizade, mas podem misturar nessa ajuda um tanto de interesse próprio ou ciúme que acabam tornando a intenção desprovida de sinceridade e portanto envenenando no lugar de enriquecendo.
Sim, eu sou muito sensível. Eu percebo as coisas. Eu pressinto ações de terceiros a minha volta. Eu entendo as motivações humanas. Mas eu também acredito que aquilo o que as pessoas fazem que causa dano, uma hora outra acaba se revelando por si só. É necessário separar o joio do trigo.
Mas como eterna melacólica porém otimista que sou, acredito que o momento de clareza vem para todos. Se veio para mim, também vem para as outras pessoas. Eu acredito que no momento certo, livre de interferências negativas e preconceitos, todos estamos preparados para enxergar o nosso valor próprio e o dos outros e trilhar um caminho de alegria, trazendo para nós as experiências e as pessoas que nos fazem bem.

Quando ficamos muito tempo esquecidos de nós mesmos, temos a tendência de querer buscar num primeiro momento essa essência de volta desenfreadamente. Como cachorro preso, a gente sai sem direção. Se junto com essa euforia sentimos dor, o resultado pode não ser bom. Pode ser catastrófico, eu diria. Porque a gente pode se utilizar de válvulas de escape que no lugar de ajudar, apenas mascaram a dor que a gente sente. E pior do que tudo, podem nos levar à direção contrária do que a gente quer.
Ainda bem que de tempos em tempos somos forçados a pausas para reflexão. E no meio dessas pausas, a gente acaba olhando para as coisas com mais sobriedade. A gente para para avaliar aquilo que foi realmente crescimento e o que foi dano. Ouve as pessoas. E recebe a bênção de contar com pessoas que trazem de volta à gente o que há de melhor em nós.
No outro dia eu acordei, depois de meses de sofrimento e me senti melhor. Isso aconteceu porque eu tive um vislumbre de volta da pessoa que eu era, que andava meio perdida dos seus sonhos e das suas convicções. Eu recebi algumas ajudas, isso é verdade. Mas isso não tira o mérito da minha alegria. Porque a gente recebe ajuda por algum motivo.
Em seguida, eu senti vergonha. Senti vergonha de me desviar do meu caminho, de deixar de acreditar. Lamentei vários atos. Mas eles ficarão lá para sempre, para não deixar que eu esqueça daquilo que me faz bem ou mal. Foi uma vergonha bem mais profunda do que a que eu descrevi no dia em que quase me envolvi no acidente. Mas de certa forma, elas, as vergonhas, têm relação porque em ambas as situações, tive testemunhas que assistiam enquanto eu quase me quebrava de vez.
Pena é que as pessoas não estejam preparadas para a nossa recuperação. As mesmas pessoas que nos estendem a mão, as retiram por incapacidade de assimilar a mudança. Junte-se a isso inseguranças íntimas, talvez. E muito provavelmente o deixar-se dominar por opiniões alheias, contaminadas por preconceitos próprios. Sim, porque nem sempre o que a gente escuta aparentemente com a intenção de ajudar, é para ajudar realmente. As pessoas às vezes dizem coisas aos outros com um tom de amizade, mas podem misturar nessa ajuda um tanto de interesse próprio ou ciúme que acabam tornando a intenção desprovida de sinceridade e portanto envenenando no lugar de enriquecendo.
Sim, eu sou muito sensível. Eu percebo as coisas. Eu pressinto ações de terceiros a minha volta. Eu entendo as motivações humanas. Mas eu também acredito que aquilo o que as pessoas fazem que causa dano, uma hora outra acaba se revelando por si só. É necessário separar o joio do trigo.
Mas como eterna melacólica porém otimista que sou, acredito que o momento de clareza vem para todos. Se veio para mim, também vem para as outras pessoas. Eu acredito que no momento certo, livre de interferências negativas e preconceitos, todos estamos preparados para enxergar o nosso valor próprio e o dos outros e trilhar um caminho de alegria, trazendo para nós as experiências e as pessoas que nos fazem bem.
sexta-feira, 27 de março de 2009
Homem e Deus
Estava hoje ouvindo uma música no carro, "Fix you" do Coldplay:
When you try your best but you don't succeed
When you get what you want but not what you need
When you feel so tired but you can't sleep
Stuck in reverse.
And the tears come streaming down your face
When you lose something you can't replace
When you love someone but it goes to waste
Could it be worse?
Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you
And high up above or down below
When you're too in love to let it go
But if you never try you'll never know
"Just what you worth"
Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you
Tears stream, down on your face
When you lose something you cannot replace
Tears stream down your face and I...
Tears stream, down on your face
I promise you I will learn from my mistakes
Tears stream down your face and I...
Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you.
Eu não entendo praticamente nada de filosofia, entretanto estava humildemente refletindo sobre esta música hoje. Não sei se é essa a intenção mas eu noto nessa letra um certo cunho religioso. Fora que no fundo dela, tem um órgão de igreja. Várias canções desse álbum versam sobre "estar quebrado" e "necessitar de reparo".
Posso dizer que escuto sem descanso esse álbum há uns 7 meses mais ou menos. Está claro que não é por acaso. Intimamente, apesar da minha aparência frequentemente alegre e forte, sinto-me como se algo tivesse quebrado por dentro. Crenças, convicções, sonhos. Pelo menos não quebrou a esperança. E posso afirmar que isso certamente faz com que eu me mova para a frente, mesmo que às vezes não vá para a direção certa.
Houve um tempo muito lá atrás onde eu me interessava pelo mistério da vida. Eu lia muitos livros ligados ao espiritismo, astrologia, algo de filosofia, mas sempre direcionado de alguma forma ao religioso. Era a minha necessidade de alimentar uma base religiosa inexistente em mim, uma busca empírica por Deus.
Depois que entrei para a faculdade e comecei a trabalhar, sinto que comecei a me afastar gradativamente disso tudo. O motivo eu não sei explicar. Talvez seja porque a minha área de atuação exija muito pensamento lógico e objetividade. A pressão por performance e atendimento de prazos é algo quase humanamente insuportável. Pois eis que um dia acordei e me senti praticamente atéia.
Eu sou uma pessoa muito espontânea. Não sei fingir sentimentos. Sou passional, extremada. E infelizmente percebo que ainda é muito difícil para mim entregar-me com a convicção e honestidade que eu gostaria a Deus. Sim, eu acredito em Deus. Mas tenho dificuldade em lidar com ele. Acho que é natural para pessoas que enfrentam grandes dificuldades, terem pensamentos em relação a isso. Simplesmente porque em determinadas ocasiões, os problemas são tantos, a confusão mental chega num ponto que dá vontade de jogar a toalha. Entregar a solução na mão de alguém e simplesmente ansiar para que ele possa nos dizer: "I can fix you".
Voltando à filosofia em si, acho que a minha angústia e a minha curiosidade em entender o que acontece comigo, não é exclusividade minha. Eu fico aqui elaborando de uma forma muito simplificada. Mas acho que temas como: Teocentrismo, Humanismo, Hedonismo, tudo isso de certa forma está ligado ao que eu fico pensando.
When you try your best but you don't succeed
When you get what you want but not what you need
When you feel so tired but you can't sleep
Stuck in reverse.
And the tears come streaming down your face
When you lose something you can't replace
When you love someone but it goes to waste
Could it be worse?
Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you
And high up above or down below
When you're too in love to let it go
But if you never try you'll never know
"Just what you worth"
Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you
Tears stream, down on your face
When you lose something you cannot replace
Tears stream down your face and I...
Tears stream, down on your face
I promise you I will learn from my mistakes
Tears stream down your face and I...
Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you.
Eu não entendo praticamente nada de filosofia, entretanto estava humildemente refletindo sobre esta música hoje. Não sei se é essa a intenção mas eu noto nessa letra um certo cunho religioso. Fora que no fundo dela, tem um órgão de igreja. Várias canções desse álbum versam sobre "estar quebrado" e "necessitar de reparo".
Posso dizer que escuto sem descanso esse álbum há uns 7 meses mais ou menos. Está claro que não é por acaso. Intimamente, apesar da minha aparência frequentemente alegre e forte, sinto-me como se algo tivesse quebrado por dentro. Crenças, convicções, sonhos. Pelo menos não quebrou a esperança. E posso afirmar que isso certamente faz com que eu me mova para a frente, mesmo que às vezes não vá para a direção certa.
Houve um tempo muito lá atrás onde eu me interessava pelo mistério da vida. Eu lia muitos livros ligados ao espiritismo, astrologia, algo de filosofia, mas sempre direcionado de alguma forma ao religioso. Era a minha necessidade de alimentar uma base religiosa inexistente em mim, uma busca empírica por Deus.
Depois que entrei para a faculdade e comecei a trabalhar, sinto que comecei a me afastar gradativamente disso tudo. O motivo eu não sei explicar. Talvez seja porque a minha área de atuação exija muito pensamento lógico e objetividade. A pressão por performance e atendimento de prazos é algo quase humanamente insuportável. Pois eis que um dia acordei e me senti praticamente atéia.
Eu sou uma pessoa muito espontânea. Não sei fingir sentimentos. Sou passional, extremada. E infelizmente percebo que ainda é muito difícil para mim entregar-me com a convicção e honestidade que eu gostaria a Deus. Sim, eu acredito em Deus. Mas tenho dificuldade em lidar com ele. Acho que é natural para pessoas que enfrentam grandes dificuldades, terem pensamentos em relação a isso. Simplesmente porque em determinadas ocasiões, os problemas são tantos, a confusão mental chega num ponto que dá vontade de jogar a toalha. Entregar a solução na mão de alguém e simplesmente ansiar para que ele possa nos dizer: "I can fix you".
Voltando à filosofia em si, acho que a minha angústia e a minha curiosidade em entender o que acontece comigo, não é exclusividade minha. Eu fico aqui elaborando de uma forma muito simplificada. Mas acho que temas como: Teocentrismo, Humanismo, Hedonismo, tudo isso de certa forma está ligado ao que eu fico pensando.
quinta-feira, 26 de março de 2009
Pensamentos e Sonhos
Escrevi há um tempo atrás sobre sonhos. Eu dizia que o surpreendente dos sonhos é que enquanto dormimos, a nossa mente cria toda uma estória sem que tenhamos controle sobre ela. Às vezes são imagens de muitos anos atrás, outras recentes e muitas vezes cenas para as quais nem temos explicação. Isso tudo acontece quando estamos inconscientes, dormindo.
Percebi que mesmo acordados, nem sempre é diferente. Às vezes é difícil ter controle sobre os nossos pensamentos. Eles aparecem criando estórias quase tão fantásticas quanto às dos sonhos. Pior do que a auto-geração, é a persistência, a prisão em que esses pensamentos podem nos colocar, quando nos levam a um lugar não muito agradável, dominando-nos. Tentamos interromper a estória mas ela continua aumentando sem controle, gerando pânico e impossibilidade de intervenção.
Nessas horas, temos que respirar fundo, alinhar os fatos reais na cabeça, avaliar e esperar que a mente, de volta ao mundo concreto, volte a raciocinar conscientemente.
Não é verdade que nesse contexto, pensamentos e sonhos (ou pesadelos?) possam ser praticamente o mesmo?
Percebi que mesmo acordados, nem sempre é diferente. Às vezes é difícil ter controle sobre os nossos pensamentos. Eles aparecem criando estórias quase tão fantásticas quanto às dos sonhos. Pior do que a auto-geração, é a persistência, a prisão em que esses pensamentos podem nos colocar, quando nos levam a um lugar não muito agradável, dominando-nos. Tentamos interromper a estória mas ela continua aumentando sem controle, gerando pânico e impossibilidade de intervenção.
Nessas horas, temos que respirar fundo, alinhar os fatos reais na cabeça, avaliar e esperar que a mente, de volta ao mundo concreto, volte a raciocinar conscientemente.
Não é verdade que nesse contexto, pensamentos e sonhos (ou pesadelos?) possam ser praticamente o mesmo?
quarta-feira, 25 de março de 2009
Sobre a maternidade
Quando eu era adolescente, lembro-me que algumas amigas me diziam que o sonho delas era ser mãe. Eu nunca tive esse sonho. Entretanto, devo confessar que uma vez grávida, eu me transformei. Todo o meu pensamento ficava voltado a tentar imaginar como seria o bebê que eu gerava em meu ventre e em como seria a minha vida a partir dali.
Hoje, caminhando na hora do almoço pela empresa onde estou prestando serviço, parei a pedido de uma amiga para observar os bebês do berçário. Sim, porque nessa empresa, há um berçário lindíssimo onde os bebês das funcionárias ficam enquanto elas trabalham. O berçário é dividido em 3 ou 4 partes de acordo com a faixa de desenvolvimento.
Há algo de primitivo que faz com que as mulheres desejem bebês. Parada ali, apoiada na divisória do berçário, eu lembrava dos meus filhos quando eram bebês. Da pele perfumada e macia. Pés cheirosos, cabelo sedosos. Embalá-los nos braços ao som de uma cantiga de ninar. Amor incondicional.
Voltando um pouco antes no tempo, devo dizer que a gravidez é uma das experiências mais prazeirosas na vida de uma mulher. Apesar do enjôo e da ansiedade, a partir do final do 4o. mês quando a barriga começa a despontar com sua rigidez inconfundível, inicia o prazer de ser mãe. Sentimos a movimentação interna, o desenvolvimento quase que diário, a plenitude da continuação da vida, a sensação de não estarmos sozinhas.
Creio que esse será um desses raros prazeres que eu não poderei mais vivenciar na minha vida. Mas devo dizer que é algo inesquecível. Que faz com que uma mulher nunca mais possa olhar uma barriga de grávida sem suspirar.
Hoje, caminhando na hora do almoço pela empresa onde estou prestando serviço, parei a pedido de uma amiga para observar os bebês do berçário. Sim, porque nessa empresa, há um berçário lindíssimo onde os bebês das funcionárias ficam enquanto elas trabalham. O berçário é dividido em 3 ou 4 partes de acordo com a faixa de desenvolvimento.
Há algo de primitivo que faz com que as mulheres desejem bebês. Parada ali, apoiada na divisória do berçário, eu lembrava dos meus filhos quando eram bebês. Da pele perfumada e macia. Pés cheirosos, cabelo sedosos. Embalá-los nos braços ao som de uma cantiga de ninar. Amor incondicional.
Voltando um pouco antes no tempo, devo dizer que a gravidez é uma das experiências mais prazeirosas na vida de uma mulher. Apesar do enjôo e da ansiedade, a partir do final do 4o. mês quando a barriga começa a despontar com sua rigidez inconfundível, inicia o prazer de ser mãe. Sentimos a movimentação interna, o desenvolvimento quase que diário, a plenitude da continuação da vida, a sensação de não estarmos sozinhas.
Creio que esse será um desses raros prazeres que eu não poderei mais vivenciar na minha vida. Mas devo dizer que é algo inesquecível. Que faz com que uma mulher nunca mais possa olhar uma barriga de grávida sem suspirar.
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