segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Clone

Eu voltei na loja que vendia jóias, cachimbos e jogos de mesa com a minha mãe, para buscar o anel que ela tinha comprado.

Enquanto esperava sentada no sofá, apareceu no meu colo uma pessoa que eu amei. Ele dormia, plácido, bonito e de meu susto acordou.

Olhou para mim com uns olhos vazios e foi então que eu lembrei que aquele era um clone. Espíritos maus  tinham criado um corpo igual mas sem alma. O verdadeiro estava longe, nem sabia onde.

Ele olhou para mim, tentou balbuciar algumas palavras para me convencer de que era de verdade.
Eu estava certa de que não era.

Eu lhe pedi que voltasse para casa. Alguém tomaria conta dele lá. Senti muito medo e alguma repulsa. Mas não podia deixar de me preocupar.

Pensei em dar-lhe 10 reais para o ônibus. Mas e se sentisse fome? E se se perdesse?

Contei as notas, dei-lhe 30 reais e acordei.
Acordei de um sonho ruim mas não menos aflita.
Por que de pronto lembrei que na vida real os clones também existem.





4 comentários:

André Lima disse...

FANTÁSTICO!

Sério, gostei muito. Eu já te disse uma vez, Lilly, tu é uma artista. Adorei o surrealismo mal-contido que, ao mesmo tempo nos deixa perceber que há ali uma reflexão bem real.

Faça isso mais vezes, por favor!

Beijos!

Lilly disse...

André,
sério que você gostou tanto assim? Sabe que foi um sonho mesmo? Aí eu acordei e fiquei tão impressionada que precisei escrever. E é claro q precisei imprimir um pouco da minha interpretação nele, talvez por isso a realidade implícita... E eu sei tb q gostei muito de tê-lo escrito... Parece que eu preciso sair do corpo para dar vazão ao que vai dentro de mim, ao sentimento que fica reprimido...

Beijos!! ;-)

Maria Valéria disse...

essa história foi real ou ficção?? fiquie curiosa.... rss...
bj e saudades

Lilly disse...

Val,
foi um sonho q eu tive. Eu apenas o escrevi... rsrs

Beijos!!