Mostrando postagens com marcador Filmes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Filmes. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 25 de março de 2011

Momento Flashback - If you leave / Pretty in Pink

Quem me conhece um pouco sabe da minha fixação por coisas dos anos 80 e adolescência.

Tava ouvindo uma rádio do iTunes hoje e me deparei com essa música. Bateu aquela sensação: "humm,
sempre gostei dessa música mas não sei o nome". Bom, e para minha recordação, também faz parte da trilha de um filme que eu tanto gostei....


Vale acrescentar que também amo Two and a Half Men.


quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Le Petit Nicolas

Reaprendi recentemente que recortes e colagens fazem parte de mim desde muito tempo, desde épocas em que eu nem me lembrava mais. Sempre me encantaram, particularmente os trabalhos com dimensão. Quando pequena eu ficava admirando por vários minutos as páginas das estórias de Chapeuzinho Vermelho e Cinderela em versão dimensional, onde mini-cenários exibiam bonequinhas vestidas com pérolas e rendas. Eu examinava cada detalhe e desejava intimamente poder entrar naqueles cenários.

Eu assisti recentemente o filme "Le Petit Nicolas". O filme foi feliz em retratar o livro da forma como o lemos, ou pelo menos da forma como eu o imaginava quando o li há muitos anos atrás. E engraçado isso, o que me marcou mais no filme foi a abertura, com ilustrações originais em forma de pop-up. Genial. Isso me faria sonhar quando era criança, ou melhor, me faz sonhar mesmo depois de adulta!

domingo, 2 de janeiro de 2011

Balanço

"Antes de ter sido sequestrada, eu acho que a felicidade estava relacionada ao sucesso. Atualmente a felicidade está relacionada para mim ao descanso, paz, serenidade".

Um dia desses caiu em minhas mãos uma revista contendo uma entrevista com Ingrid Betancourt, ex-senadora colombiana sequestrada pelas FARC e mantida em cativeiro durante 6 anos. Não posso dizer que acompanhei de tão perto a trajetória de Ingrid mas a sua história me chamou a atenção desde a ocasião do seu sequestro. O documentário que eu assisti a retratou como uma mulher de garra, que lutava contra a pobreza e a corrupção no governo colombiano. Se era verdade ou não, se a postura dela após a sua libertação em 2008 foi correta, nada disso cabe a mim julgar ou defender. O que me interessa nesse caso é a conclusão a que ela chegou após anos de reclusão e ao momento de vida em que ela se encontra.

Estamos iniciando um novo ano. Momento de inevitável reavaliação, de planejamento. Muitos dizem que estamos no início de uma nova era, mudança que se concretizará com alterações drásticas na forma como a vida é vista e valorizada no planeta. Dizem que tudo isso se concretizará em 2012, que as mudanças embora radicais e sofridas, não resultarão no fim do mundo como previa Nostradamus mas como um fim do que há de ruim e início de nova era. Bom, me parece que todo ano existem previsões deste tipo ou de todos os tipos. Eu gostaria muito que dessa vez fosse verdade.

Eu assisti muitos filmes nesse final de semana. Duas temporadas de Dexter, um serial killer que por incrível que pareça a gente aprende a amar, "Whatever Works" de Woody Allen e Casamento Silencioso, um filme de produção romena. E estou iniciando o "Petit Nicolas", livro que eu li há muitos anos atrás e que agora estou tendo o prazer de assistir, com todas as suas deliciosas interpretações infantis do mundo adulto. Ah! E antes que vocês perguntem, se é que vocês se recordam de um post meu antigo, sim, eu consegui reconhecer várias palavras em romeno.

Eu fiquei pensando após essa overdose de informação que há um momento na vida em que a gente tende a olhar para trás, avaliar o que a gente fez de bom ou de ruim e em que a gente sente necessidade de mudar. Quase sempre isso resulta em mudanças radicais. E se a gente não resolve por livre e espontânea vontade promover essas mudanças, parece que de alguma forma a vida se encarrega de forçá-las. Acho que não é nada assim de espetacular, parece ser parte da vida, como um roteiro pré-definido. Sabe aquela história de que os bebês parecem se comportar mais ou menos igual, têm um tempo de chorar, um tempo para sentar, um tempo para engatinhar, e por aí, uma cronologia mais ou menos parecida? Aí vem a adolescência em que por mais popular que se possa parecer, quase sempre lutamos contra nossas próprias inseguranças e dúvidas? Pois é, então existe um período pós-realização ou não realização, por volta dos 40 anos em que a gente resolve jogar tudo para o alto. Não necessariamente porque foi inútil, talvez simplesmente porque foi o certo durante um tempo mas deixou de ser. Ou porque a gente viu que tentar ser o que os outros querem que a gente seja e não o que a gente realmente é, não funciona. Isso me lembra que eu assisti também um documentário sobre Freud. E essa batalha foi o que ele tão brilhantemente descreveu como a luta entre o nosso Superego e o nosso Id.

Estou lendo um livro do Nick Hornby onde várias pessoas tentam suicídio no mesmo local e não só elas não se suicidam como começam uma jornada de conhecimento dos problemas uns dos outros. Eu ainda estou no início do livro. Mas o que me chamou a atenção nesse caso não foram os problemas em si mas o "awakening", o cair da ficha. O "Whatever Works", "Tudo pode dar certo", pinta de uma forma muito divertida essas oportunidades de um "fresh start" como o americano costuma dizer e termo que eu particularmente gosto pois me parece muito simpático ser refrescada com a oportunidade de um novo início. Woody Allen parece ter retomado neste filme seu velho e querido estilo de história passada em NY regada a intelectuais com seus problemas aparentemente sofisticados e complexos mas que na verdade não têm nada de particulares, são apenas de natureza humana. Filme regado a diálogos inteligentes, belas prateleiras de livros que eu tanto gosto e o principal: o sarcasmo brilhantemente bem-humorado.

Bom, parece que o meu balanço não resultou em muita conclusão. Sigo aqui pensando em todas essas coisas, refletindo sobre a vida, nas verdades que um dia a gente questiona, chega a pensar que não eram verdades como a gente imaginava. Sonhando com um novo mundo, desejando que um dia deixemos de ser prisioneiros, seja de um sistema político, uma relação equivocada, uma expectativa ou mesmo de nossos próprios pensamentos. Desejando estudar cada vez mais, melhorar não somente intelectualmente mas como ser completo e único e ao mesmo tempo interconectado. Esses são os meus desejos para o ano que se inicia e para os que estão por vir. E é o que desejo a todos vocês. Um feliz 2011!!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

E tudo era branco...


Dada a proximidade do Réveillon e estando eu avessa ultimamente a aglomerações, restou-me ir à locadora e pegar um pacote de fim de semana (e eu ainda com essa história de não saber as regras da nova ortografia, onde vai hífen e onde não vai). Entre os filmes, o "Sex in the city 2".

Antes de mais nada, devo observar que a frase anterior, não sei explicar, me arremeteu em qualquer parte da mente à coluna do "Apicius", do saudoso JB. Linkei a definição de um blog achado no Google, não por ser seguidora (embora talvez até mereça seguir, devido à coincidência de afinidades) mas por pressa de não deixar escapar o momento. A lembrança não veio de imediato. Fiquei pensando: "quem era mesmo que eu lia assim?".

Comecei a assistir o filme e minutos após, tocada pelas belíssimas cenas do casamento gay que se inicia, tive um daqueles "insights". Segundo os participantes até o momento, um casamento não poderia ser mais gay. Ironia ou não, vejo as cenas que se desenrolam, de um branco estonteante e músicas que evocam as lembranças de várias tardes passadas na companhia da "Sessão da Tarde" e seus musicais e me emociono.

Fiquei deslumbrada pelas músicas, pela beleza das cenas e resolvi dar um pause no filme para registrar A sensação. Talvez eu não consiga descrever com exatidão, o que foi exatamente que eu senti. Muitas vezes me faltam os adjetivos e os substantivos. Mas foi um misto de saudosismo com encantamento. Vejam o que as cenas provocaram em mim: tive que procurar no dicionário a tradução para "émerveillement" pois esta foi a palavra que me ocorreu e para a qual não conseguia um sinônimo em minha própria língua. Isso é indicativo da mágica que me envolveu pois me parece que as mesmas coisas que dizemos no português, se ditas no francês, não sei porque, soam mais bonitas.

Eu não sei se esse estado em que eu fiquei é indicativo de idade, se alguém mais jovem poderia se emocionar como eu me emocionei. Nem entendo como podem os gays, pelo menos os hollywoodianos, ter essa capacidade de potencializar as fantasias femininas infantis, regadas a belos vestidos, divinas músicas e castelos encantados. E de princesas. Também não sei dizer se o filme vai prosseguir tão bom assim. Só sei dizer que foi assim que eu senti e foi assim que eu quis dizer.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

A Caixa


Eu vi alguns filmes neste final de semana. Fazia tempo que eu queria assistir "Um Olhar do Paraíso"("The Lovely Bones"). Devo dizer que não decepcionou mas também não entusiasmou. Fiquei com aquela impressão de que muita coisa ficou sem explicação e de que o livro poderia ter sido uma melhor escolha. Bom, eu sempre tive a política de não assistir um filme antes de ler o livro mas esse tem sido um hábito difícil de manter dada a velocidade dos lançamentos atualmente.

A melhor situação é quando a gente vê um filme sem expectativas e acaba se surpreendendo com ele. E isso aconteceu com o thriller "A Caixa". Aluguei-o esperando um filme daqueles nervosos onde pessoas correm e carros explodem e a gente quase nem consegue acompanhar com os olhos o que vai acontecendo. Para minha agradável surpresa, apesar de colorido, o filme que se ambienta na década de 70 tem um ritmo meio hitchcockiano e que me lembrou, apesar de eu não ter sido fã assídua, os episódios do memorável "Twilight Zone". Colorido bonito, diga-se de passagem, design gráfico impecável e um bom suspense permeado por trilha sonora envolvente. Valeu a pena.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Nova paixão - Glee


Faz tempo que eu declaro aqui o meu amor por seriados. Estou particularmente satisfeita com os episódios da 4a. temporada de The Big Bang Theory. Vale a pena conferir o 2o. episódio: LOL.

Uma grande amiga minha, fã de Gilmore Girls e com a qual eu converso da mesma forma neurótica e difusa, me alertou há algum tempo sobre Glee. A dica veio num momento não muito colorido de minha vida, no qual eu estava sofrendo uma pequena depressão, fruto do mal funcionamento da minha tireóide. Problema detectado, consegui, apesar das dolorosas (de verdade) provas que a vida nos coloca, me abrir para a possibilidade de um novo seriado e devo dizer que não decepcionou.

Glee é divertido, sarcástico, obsessivo e perfeccionista. Cores perfeitas, tomadas perfeitas e artísticas, números musicais perfeitos. O mundo de "cheer leaders e misfits" é permeado por piadinhas referenciando temas polêmicos como o "american dream", a diversidade cultural, a competitividade exacerbada, o deficiente sistema de saúde americano, a corrida para o ingresso na universidade, o preconceito, republicanos e democratas, guerra do Iraque e do Golfo, crise financeira... bom, são tantos temas polêmicos mesmo que pincelados sutilmente, que vou parando por aqui.

Comecei a assistir e foram 7 episódios de uma vez só. Os números musicais são fascinantes e revisitam muitos temas dos anos 80. Vale a pena conferir, mesmo que a Rachel, a moreninha que deve se tornar a queridinha do seriado, grite um pouco demais às vezes. O Terra tem disponibilizado 4 episódios por semana, para quem tiver muita curiosidade, no canal Glee.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

C.R.A.Z.Y.

Há algum tempo atrás vi o trailer desse filme e registrei em algum ponto da minha mente que queria assisti-lo mas esqueci, como tem sido de costume ultimamente. Felizmente vi o cartaz do filme novamente e corri para procurá-lo.

O filme é canadense. Para os amantes da língua francesa, devo observar sem nenhuma arrogância, que já tinha visto filmes canadenses antes mas não me lembro de ter notado naquelas ocasiões, o quanto a pronúncia canadense soa peculiar para quem está acostumado ao sotaque da França. Eu me apeguei mais do que o normal às legendas.

De concreto, devo dizer que recomendo fortemente o filme, principalmente para quem foi adolescente nos anos 80. Existe uma coisa que é comum a qualquer adolescente que é o de cultivar ou mesmo cultuar artistas queridos. E existe algo além, mágico, que é poder observar outros agindo da mesma forma como você agia quando era adolescente. Resgatar aquelas músicas e capas de vinil que a gente tanto amava. A letra cantada, o fundir de música e emoção, mesmo que não sejam as emoções que vão por dentro do personagem, as mesmas que nos dominavam.

Os temas tocados pelo filme não são exatamente originais mas são abordados com sensibilidade e cor. Vemos desfilar uma fileira de personagens e dramas próprios, conflitos e dor, mas a beleza da filmagem, do figurino, da trilha sonora, da cenografia, torna tudo tão interessante, que a dor quase nem dói de verdade. Fica de saldo o que a gente deve levar na vida, que são os bons sentimentos, aquilo que a gente deve valorizar: o amor, pois na vida não é possível não sofrer, mas também não é possível não amar.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Precious


Como falei anteriormente, andei numa maratona de filmes. Gosto para filmes é algo completamente particular. Eu, por exemplo, gosto dos agitados aos parados. Sou capaz de gostar dos filmes que ninguém gostou assim como de desgostar daqueles que todo mundo gostou. Não que eu seja do contra. Só queria de certa forma provar a minha teoria. O que faz a gente gostar de um filme, uma música? Momento, um aspecto isolado. Sei lá. O mesmo filme que a gente viu há anos atrás e revê numa fase diferente de vida, que decepção, já não tem o mesmo gosto. Ou aquele que a gente viu e torna a ver, puxa vida, não é que eu não tinha reparado nisso? E de repente ele passa a ter um novo sabor, uma graça, a explicação de tudo.

Entre os filmes que vi e gostei, poderia citar "Amor sem escalas" com o George Clooney, longe de uma comédia romântica como o anúncio leva a entender. Na verdade uma abordagem totalmente inusitada da crise americana e da frieza das relações profissionais de nossos tempos. Vamos lá, claro que evoluímos. Antigamente era mandar embora, deixar de morrer de fome e pronto. Hoje, tenta-se mesmo que minimamente, em ambiente um pouco mais evoluído, deixar-se uma impressão de que o ser humano por trás do empregado importa. Através de frases pré-construídas, estratégias bem boladas, que o filme tão fielmente retrata. Amei, a estética, paisagens que se entrecortam, a arte em mostrar belo aquilo que não é belo, câmeras que focam tão maestralmente olhos, sim, maestria nos olhos. Parabéns para os atores. É um filme de olhares.

Gostei também de "Um lugar para viver". Filminho despretensioso, mostra a jornada de um casal que se descobre grávido. Sabe aquele casal meio alternativo que vai vivendo a sua vidinha, o seu sonho, fazendo aquilo que gosta? E de repente questiona se a vida de sonho é suficiente para criar um filho. Realidade esmagadora de alguém que precisa criar um filho, que não se sente obrigado a seguir regras, a ter um plano de saúde, a privilegiar o estudo em instituição renomada, até que aparece um filho. Por que de fato, para pessoas com consciência, um filho muda tudo. A gente quer proporcionar ao filho tudo o que há de melhor, mesmo que a gente mesmo não tenha tido acesso a uma determinada coisa.

Tem outros filmes... Mas eu queria finalmente comentar "Precious". Eu venho fugindo de filmes extremamente tristes, vocês sabem como quem. Vou me isentar de pronunciar o nome dele. Mas dentro da minha fugaz fantasia de o mundo é belo, pausa que me dei de trabalho e das atrocidades do mundo, tenho evitado me envolver com questões negativas. Tenho passado "batido" de assassinato de Elisa, de morte de skatista e tudo o que possa se imaginar. Mas "Precious", é daqueles filmes infinitamente tristes mas que a gente não pode deixar de ver. A poesia que vem na figura de uma menina esteticamente e socialmente deformada, e quando a gente acha que nada mais pode dar errado na vida dela, ainda dá. É daquelas situações em que não se sabe explicar por que, a nossa esperança é renovada. Onde a gente, com olhos cheios de lágrimas enxerga a beleza da vida dentro do caos.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Comer

Eu ando numa maratona de filmes... Durante algum tempo, olhava os lançamentos ou mesmo filmes muito comentados e ficava com um ar de desconfiança... agora resolvi colocar em dia e tive ótimas surpresas. Quem sabe eu não ganho motivação para postar essas dicas.

Engraçado como funciona a cabeça da gente. Estava assistindo "Julie e Julia" e numa determinada cena, em que eles estão com a irmã de Julia num restaurante, quebrando nacos de baguette, bebendo vinho e degustando queijos, eu me peguei pensando. Pensamento provocado pelo desejo de comer um Brie: existe na vida da gente um marco, lógico que não para todos, mas para aqueles que apreciam boa comida e boa bebida. Esse marco é que determina quando a gente deixa de simplesmente se alimentar para efetivamente apreciar comida. Quando a gente fica parecendo assim meio bobo, meio esnobe, por idolatrar um certo tipo de queijo, uma marca de azeite ou uma boa garrafa de vinho.

Parei a cena do video e fiquei tentando imaginar quando isso pode ter acontecido comigo. Se foi na época em que eu li Peter Mayle, em que nem estressada eu era com a vida moderna ainda, mas em que eu incorporava um executivo inglês, cansado do ritmo excessivo do trabalho, conhecendo e se apaixonando aos poucos pela região da Provence. Ou melhor teria sido na época da mania de Isaías Pessotti, na qual entre um prato de massa e uma taça de delicado vinho italiano e beges paisagens, se desvendava um crime já arquivado, num ritmo quase de Agatha Christie mas infinitamente mais saboroso? Ou do tal "vol-au-vent" de codorna da memorável "Festa de Babette"?

Devo dizer que essas delícias, eu nem as havia provado ainda. Ficava a curiosidade sem nem saber ao certo como elas seriam exatamente. Quase como a criança que degustava mentalmente os tais pastéis de vento do fantasminha Pluft.

Muitos anos se passaram. Viagens, jantares, mais livros. Inacreditavelmente, vol-au-vent de codorna. Filmes. Mais uma paixão cultivada, entre tantas artes: o prazer de comer. Só que agora de verdade. Com o tempo, com mais sabedoria. "Sin perder la ternura", sem deixar de reconhecer o gozo das coisas simples, do cheiro de um arroz bem feito.

Incrível essa cabeça da gente. Que por causa de uma simples cena, leva-nos a revisitar quase que uma vida inteira.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Slumdog Millionaire - A India de verdade


Ultimamente, com bastante frequência, eu diria, tenho sido tomada por um sentimento de "eu acredito em Papai Noel". Eu não sei dizer exatamente porque isso ocorre. Se é porque a minha angústia por me tornar uma pessoa em paz consigo mesma e com o mundo me tornou excessivamente otimista ou se eu realmente era incapaz de enxergar algumas verdades.

Eu confesso que tinha uma visão "super-hiper-adocicada" a respeito da India. No passado, lembro-me de ter lido, embora não consiga citar, inúmeros livros que tratavam a India como um pólo de espiritualidade, quase que um nirvana em terra. Eu tive a minha fase espiritualista e esotérica, quando lia com avidez tudo o que pudesse encontrar dentro do tema.

Talvez a minha visão, em particular, tenha sido formada a partir de um relato de uma colega de trabalho que nos idos dos anos 90 aderiu ao movimento do "Sai Baba" passando um mês num ashram. Segundo ela, na India as pessoas eram pobres, até miseráveis, mas eram felizes. Estavam sempre sorrindo. E essa imagem, de alguém que sonhava em encontrar um mundo verdadeiro, dentro da perfeição espiritual, ficou forjada a ferro, como se nada de ruim pudesse existir dentro daquele país.

Se eu estava errada ou não, não vem ao caso, creio eu. Concluo que era um ideal meu, sonhador, embora absoluto. O meu erro, não foi em acreditar que a espiritualidade pudesse tornar sim, uma pessoa mais feliz. O meu maior erro foi acreditar que a evolução espiritual de alguns, pudesse excluir tudo o que houvesse de mau naquele lugar. Eu errei em esquecer que seres humanos, uns mais evoluídos ou não, estão sempre sujeitos a erros, ao domínio da vaidade e no quanto a religião pode matar, contrariando os reais ensinamentos de seus líderes.

Pois foi assim que "Slumdog Millionaire - Como ser um milionário", me ajudou a ver uma India mais verdadeira. Na minha visão do passado, que era equivocada, assim como no presente. Cenas de conflitos religiosos, matança, miséria absoluta que não tem nada de bonita, criminalidade e prostituição, todas elas me surpreenderam, me trouxeram de volta ao chão. Sem no entanto, praticar o que aquele país também tem de bonito. A combinação da miséria com o sonho, a dualidade viva. O sonho de Jamal, um muçulmano sobrevivente a todos os contratempos. Que dentro de toda a maldade e a pobreza foi capaz de cultivar no íntimo a sua inocência.

A cena final ao estilo "Bollywood" nos traz de volta a esperança. E não preciso nem comentar sobre a genialidade do roteiro, a forma como as perguntas se entremeiam com a história. Meus aplausos para o filme.


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Stella - O doce refúgio da leitura


Eu que ando para lá de atrasada nos lançamentos cinematográficos, consegui assistir ontem "Stella". Para ser sincera, o filme não me entusiasmou muito. Achei-o lento além da conta, a mãe, dona de bar, elegante demais para o nível do local... mas não deixa de ser um filme que eu recomendo. Vale a pena assistir pela sensibilidade e reprodução de época. Talvez a minha insatisfação tenha sido um pouco também pela comparação inevitável com o excelente "A culpa é do Fidel" que segue uma linha parecidíssima sendo entretanto infinitamente mais interessante e menos dramático.

O ponto do filme que me tocou mais foi a forma como a leitura passou a ser um refúgio para a solitária Stella. Eu mesma, filha única, embora criada num lar estruturado, lembrei-me com carinho das centenas de tardes passadas junto aos livros.

Há uma cena em que se vislumbra na capa do livro o nome "Duras". Eu não tenho problema em confessar (aliás já o fiz diversas outras vezes) os livros que tentei desbravar mas não consegui. Com certeza já andou pelas minhas mãos algum de Marguerite que eu não aguentei além do primeiro capítulo. O bom é que a esperança é a última que morre, e quem sabe um dia eu consiga voltar nesses livros abandonados.

Tudo isso me fez refletir sobre a forma como a leitura é tratada hoje em dia. Fico pensando que Stella, com aproximadamente 12 ou 13 anos, lia com interesse Marguerite Duras, assim como eu, apesar de não ter conseguido depois de adulta, fui capaz na mesma idade de enfrentar e desfrutar de outros grandes e densos autores.

Preocupou-me então que os jovens de hoje estejam limitados pelo marketing a visitar seções de livrarias específicas e um tanto pasteurizadas. De autores que, não tirando o mérito, repetem-se nos temas de dragões, seres fantásticos em geral, fadas e temas adolescentes que versam quase sempre as fórmulas de garotas populares, problemas escolares e namoro.

Na minha época, onde o consumo era menos estimulado, as visitas às livrarias eram menos frequentes. A gente acabava explorando as estantes de casa e as bibliotecas. Com isso, éramos menos direcionados, me parece que havia menos limites. Se Dostoievski era o que se tinha disponível e havia uma fome de leitura a alimentar, então era isso o que se lia.

Não gostaria de soar nem saudosista e muito menos metida a intelectual mas creio haver um valor inegável na leitura diversificada e com vários graus de dificuldade. Eu mesma gosto de um chick-lit e já li outros tantos autores "dedicados aos seres fantásticos" como mencionei anteriormente. O que eu não gostaria, creio eu, seria que meus filhos tratassem a leitura como uma visita a uma lanchonete de fast-food.

"I've made my point".



terça-feira, 24 de novembro de 2009

Happy-go-lucky - Simplesmente Feliz


Peço desculpas por me permitir ao menos algumas vezes me expressar de forma mau-humorada neste blog que por essência é alto-astral, positivamente reflexivo, tendendo no máximo a alguma melancolia passageira.

Assisti este filme ontem. Gosto de mudar o foco e perceber realidades diferentes das minhas. Diferentes paisagens e modos de vida. Para mim não é novidade observar temáticas sobre os problemas sociais ingleses. A falta de perspectiva dos jovens, drogas, conflitos raciais, a vida pouco glamourosa da "plebe". Vários filmes já abordaram esses problemas. Em "Happy-go-lucky", nada disso é tratado diretamente mas a gente percebe uma leve pincelada já que o propósito mesmo é mostrar como a personagem principal vive feliz, a despeito de tudo e de todos.

Apesar de inusitado, eu me senti particularmente irritada com o comportamento de Poppy. Fiquei refletindo sobre isso e não consegui concluir se sou essencialmente diferente dela, ou seja, incapaz de me alegrar com pouco ou se de fato me alegro com várias coisas mas que a forma de Poppy agir não é necessariamente de uma pessoa feliz, e sim, de uma pessoa quase idiótica. Ser feliz, permanecer feliz, não implica diretamente em rir e fazer piadas a todo momento, quase de forma hiperativa. Fiquei pensando que para ser feliz assim, prefiro ser feliz à minha maneira. Menos risonha e mais reservada.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

O post estúpido



Certa vez me peguei pensando: "o que foi feito de Molly Ringwald?". Procurei na internet e havia mais de um post do mesmo tipo. Pensei nisso, acho que foi quando assisiti à primeira temporada de "One Tree Hill", onde a mãe do protagonista é uma ex-estrela teen da minha época.





Fã confessa de sitcoms, me peguei assistindo recentemente a "Two and a half men". Fascinada pelo personagem de Alan mas um tanto intrigada pelos "trejeitos" dele durante uma entrevista, me peguei pensando sobre a "orientação" dele. E foi pesquisando sobre ele que descobri então, ou melhor dizendo, relembrei que o ator "Jon Cryer", trata-se nada mais, nada menos do que um dos principais de "Pretty in Pink".

Dessa vez não me perguntei mais sobre o que foi feito de "Molly Ringwald". Mas certamente bateu uma nostalgia e uma vontade de assistir novamente este clássico: para quem foi adolescente nos anos 80.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Amor e atitude

Recebi um texto atribuído a Leo Buscaglia onde em linha gerais ele diz que para se desenvolver uma relação é necessário demonstrar através de ações o amor que se sente.


Uma vez, eu pincelei de leve esse assunto num post. Que não basta sentir, tem que externar através de palavras e atitudes. Existem coisas que parecem óbvias quando a gente lê mas que não são tão óbvias no momento de praticar. Resolvi falar sobre isso porque o texto fechou exatamente com um dos curtas de "Paris je t'aime" entitulado "Bastille" que eu vi recentemente.


Fico me segurando para não escrever sobre o filme porque detesto ser daquelas pessoas que contam o final da história. Mas para quem tiver interesse, pode dar uma procurada no Youtube e assistir; descobri que praticamente todos os curtas podem ser encontrados lá.


Nessa estória, o marido que planeja abandonar a mulher desiste da idéia quando recebe a notícia de que ela está em fase terminal de leucemia. Ele decide voltar com ela para casa e cuidar dela até que ela morre em seus braços. E a frase que me marcou no filme: "en force de se comporter comme un homme amoureux il devint de nouveux un homme amoureux" que seria algo como "de tanto se comportar como um homem apaixonado ele se tornou novamente um homem apaixonado".

Não que seja sempre possível resgatar de volta os sentimentos que se sentia antes que a relação se desgastasse. A situação do filme foi muito específica, uma decisão baseada na doença da mulher. Mas me pareceu original essa visão, a de que os atos gentis e carinhosos de uma pessoa apaixonada, em princípio simulados, pudesse por fim resultar na recuperação dos sentimentos que haviam se perdido.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Paris je t'aime


Estava na minha lista de pendências e consegui assistir ontem. Como toda reunião de curtas, tem sempre as excelentes, as mais ou menos, e as péssimas, dependendo do gosto do freguês.

Cada estorinha é atribuída a um "bairro". Eu particularmente me emocionei muito em "Bastille" (Isabel Coixet), "Faubourg Saint-Denis" (Tom Tykwer), "Place de Victoires" (Nobuhiro Suwa) e "14e arrondissement (Alexander Payne)". Gostei também de "Montmartre" (Bruno Podalydès), "Quais de Seine" (Paul Mayeda Berges and Gurinder Chadha) e "Loin du 16e" (Walter Salles e Daniella Thomas). Odiei outros dois que não valem a pena ser mencionados. E o restante, apenas assisti.

Contar do que se trata cada estória é tirar um pouco da graça porque quase sempre, os diretores trabalham neste tipo de produção com o impacto do desfecho final. Há sempre algo a surpreender ou para se refletir sobre.

O que posso dizer para quem nunca leu sobre Paris, é que conhecer a sua origem, do trabalho que foi feito ainda na época de Napoleão pelo Barão de Haussmann e a sua divisão em unidades administrativas chamadas de "arrondissements", tornam a experiência de conhecer a cidade ainda mais interessante. Outra questão abordada freqüentemente no filme, ainda que de forma sutil, é a tensão racial vivida na capital devido ao convívio de imigrantes com culturas muito diferenciadas umas das outras.

Fica aí a dica: Paris, je t'aime.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Prometo que vou tentar não ser repetitiva


Eu descobri que posso ter um padrão obsessivo. Quando me interesso por alguma coisa, fico um tempo fixada naquilo. A verdade é que Woody Allen sempre foi um gosto meu. Diferente de obsessão, acho que a obsessão pode nos acometer por um tempo e depois desaparecer.


Hoje eu acordei tarde, segui para a padaria para tomar café, com o livro de entrevistas com o Woody Allen nas mãos. Digamos assim que o cara do "Larica Total" tem um pouco de razão. Quando a gente está sozinho, tende a não querer comer, nem se arrumar, a gente fica meio largado.


Enfim, segui para a padaria, pedi o meu tradicional "média com pão na chapa" e abri o meu livro para ler. No outro dia mesmo eu havia comentado que lendo o livro a gente tem vontade de rever os filmes. Pois ontem, resgatei da coleção do meu falecido pai, todos os filmes que ele tinha de Woody Allen. E devo dizer que são quase todos.

Fiquei saboreando o café e lendo o livro.

O que tem de interessante é que como são entrevistas, ele explica em cada filme a motivação, as cenas que foram cortadas, as que foram improvisadas. Uma das minhas cenas preferidas nos filmes dele é a do "Annie Hall" onde ele e Diane Keaton se põem a preparar lagostas vivas. E eles se atrapalham muito com aqueles seres se movimentando, ele com a neurose peculiar, ela rindo muito. E eis que ele conta no livro que a cena foi improvisada, de fato filmaram outras cenas mais ensaiadas mas acabou na edição final a que era mais espontânea, onde eles riam de verdade da movimentação de lagostas.

Agora estou eu aqui com esses 27 DVDs sem saber por onde começar.

sábado, 14 de março de 2009

Short Cuts - Cenas da vida


Eu fui poucas vezes sozinha ao cinema. Na verdade, é um hábito que aos olhos de muitos pode parecer excêntrico mas quando fazemos, percebemos que pode ser um momento de grande satisfação pessoal. Eu particularmente nem gosto quando estou assistindo um filme, de comentar o que está acontecendo. Prefiro mergulhar mais na estória e comentar ao final, fora do cinema.

O filme que eu assisti quando fui sozinha pela primeira vez foi Short Cuts de Robert Altman. Eu tenho esse gosto por cinema cult e nem sempre encontro companhia para esse tipo de filme. Foi no Rio ainda, entrei numa sessão sábado à noite no cinema do São Conrado Fashion Mall me sentindo meio esquisita mas depois que o filme terminou, percebi que não havia nada de errado em cultivar esse hábito.

Robert Altman tinha esse estilo onde ele escalava um enorme elenco com nomes de peso e criava várias estórias paralelas que se entrecruzavam muitas vezes de uma forma que os personagens nem se davam conta. E em geral havia algo a ser revelado no final.

Lembro-me particularmente nesse filme de uma situação em que uma mãe encomendava um bolo de aniversário muito elaborado. Só que o aniversariante era atropelado de leve mas batia com a cabeça no asfalto. Ele chegava em casa e não contava para ninguém do acidente. Quando os pais percebiam que havia algo de errado e o levavam ao hospital, já era tarde demais e ele terminava por falecer. O confeiteiro do bolo, ao perceber que o bolo não era retirado, começava a ligar para a casa dos pais exigindo a retirada. Na medida em que ele ia percebendo que o bolo não ia ser retirado, ele se exaltava de tal forma que começava até a gritar e a insultar a mãe do menino nos recados que deixava na secretária eletrônica.

E é o que pode acontecer na vida mesmo: conclusões precipitadas. Ou não. Outras vezes, pode ser falta de consideração mesmo.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Roubando o post da Beth

Do Blog "Noites em Claro", Juno again.

A frase chave do diálogo:

"In my opinion, the best thing you can do is find a person who loves you for exactly what you are. Good mood, bad mood, ugly, pretty, handsome, what have you, the right person will still think the sun shines out your ass. That's the kind of person that's worth sticking with."

Post melancolia 2 do dia....

domingo, 1 de março de 2009

Shall we Dansu?

Sim, é Dansu mesmo. Em japonês.

Ontem eu fui num clube latino. Latino de verdade, com frequentadores latinos. O normal lá era falar espanhol, embora todos falassem português. Da rua, pela portinha pequena, a gente não consegue vislumbrar o que há lá dentro. Um ambiente grande, com mezzanino e ar rústico. Banda ao vivo, vários ritmos: salsa, merengue, cúmbia, reggaeton, cha cha cha... No início eu estava tímida. Aos poucos fui me soltando e me diverti muito.

Eu tenho essa tendência a olhar as coisas e lembrar de filmes... Fiquei lembrando de "Buena Vista Social Club"... tinha aquele ambiente latino, fumaça no ar, calor, sensualidade, a dança é muito sensual mas sem vulgaridade (bom, excluindo o reggaeton....).

Lembrei-me daquele excelente filme japonês, "Shall we Dansu". Que sendo filme de sucesso fora do circuito americano, ganhou a infeliz versão "Shall we dance" com a Jeniffer Lopez e o Richard Gere. Eu digo infeliz porque é o de sempre: pegam um filme fantástico, retiram as sutilezas que são justamente o que torna o filme bom e produzem algo pasteurizado e de fácil digestão (ou indigestão) para o público médio americano.

Para quem não viu o filme fica o trailer só para deixar com vontade.... O momento em que Sugyiama-san avista a professora de dança na janela, da estação de trem, é de cortar a respiração... e de resto, muitas risadas.


domingo, 8 de fevereiro de 2009

Filme alemão


Um dia desses eu liguei a televisão e vi um filme que estava passando com a Catherine Zeta-Jones: Sem Reservas ("No Reservations").

Vamos colocar desta forma: dá para ver o filme. Mas tudo parece meio artificial, a Catherine Zeta-Jones com aquela carinha bonitinha tentando parecer uma pessoa séria e problemática e o parceiro de cozinha dela (porque ela é chef de cuisine) tentando parecer irreverente (até demais). Digo tentando, porque nenhum dos dois me convenceu muito, cada um em seu papel.



Bom, estava eu ontem de novo de bobeira e fiquei zapeando até chegar no Telecine Cult. Passava um filme alemão chamado "Simplesmente Martha". Bateu uma saudade da época em que eu estava naquele projeto cheio de alemães. Época conturbada mas interessante. Comecei a assistir o filme que já estava pelo meio, tentando identificar as poucas palavras que eu conheço (apesar de que pode parecer pedantismo, mas eu mesma me espanto quando entendo frases inteiras). De repente, tudo começou a parecer muito conhecido: menina adotada, mulher que vai na escola conversar sobre os problemas da menina, etc. Foi quando me dei conta de que o filme era EXATAMENTE o da Catherine Zeta-Jones.


Olha, pode ser que eu quebre a cara. Nem fui atrás de descobrir quem nasceu primeiro, se o ovo ou a galinha. Mas acho que tá meio óbvio que o tal do "Sem Reservas" é uma refilmagem ipsis-literis do "Simplesmente Martha". Já disse outras vezes e repito: eu não sou adepta do anti-americanismo, pelo contrário, admiro sem nenhum pudor várias coisas naquele país. Mas devo confessar que ontem me deu uma certa irritação. Que mania é essa de refilmar as coisas, que problema que esse povo tem para ler legenda? Aí, fez todo o sentido a cara de múmia da Catherine Zeta-Jones tentando parecer alemã (agora lembrei até do saudoso Paulo Francis que se referia sobre a Meryl Streep nos meados da sua carreira como "cara de formiga". Pena que ele não pôde testemunhar o crescimento desta atriz em papéis antológicos como em "Mamma Mia", por exemplo).

No outro dia mesmo estava comentando no almoço sobre esse lance de refilmagens. Sobre o desastre de "Silêncio do lago", por exemplo. Outro dia quando tiver mais tempo, falo sobre esse filme também.

É isso. Abaixo a refilmagem.