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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

O Natal chegou!


Quando eu era criança eu fazia questão de produzir a maior lista que conseguisse imaginar de amigos e parentes para enviar cartões de Natal. Creio que data daquela época a minha mania de escrever, pois não importava o tamanho da lista, eu sempre escrevia algo personalizado, nem que fosse apenas uma linha mas que não podia repetir para ninguém.

Na adolescência eu tinha pen friend, tinha prima que morava distante e tinha amiga que ia passar férias fora. Inventava o que fosse por uma oportunidade para escrever. E junto aquela ansiedade gostosa de imaginar se a carta ia chegar logo, se não ia extraviar e se a amiga ia gostar.

A internet tomou conta da vida da gente, rarearam as cartas e até os cartões de Natal. Para que mandar carta se tem e-mail? Alguns poucos românticos se mantiveram fiéis ao hábito. Outros, como eu, se afogaram na correria e o deixaram para o final da lista.

Certas sensações não mudam, são apenas esquecidas. Como a alegria que a gente sente, por mais que saiba que uma carta vai chegar, no momento em que ela efetivamente chega. Com um selo diferente, uma letra marcante, a mensagem amiga, aquele tantinho de papel que deu a volta ao mundo e veio parar na porta da casa da gente.

Obrigada Beth Blue pelo carinho e por me fazer relembrar.

Feliz Natal a todos!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Árvore de Natal



A gente tinha uma árvore de Natal bem pequena e há anos eu vinha prometendo para os meus filhos uma maior. Este ano eu finalmente cumpri a promessa, comprei uma grande, enfeites lindos, tinha um kit de bonecos de pelúcia lá na Etna, não resisti. Bolas de vidro com glitter. Um luxo só... Na hora de montar foi uma festa.

Árvore de Natal para mim tem um significado todo especial. Em casa, quando eu era criança, até a adolescência, eu era responsável por montá-la. Lembro que as aulas terminavam e eu já esperava ansiosa o momento de pegar a árvore e os enfeites. Todo ano era a mesma árvore e os mesmos enfeites. Parece que naquela época a gente não tinha tanta necessidade de novidade o tempo todo. A gente sabia desfrutar melhor os momentos simples.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Comida de Natal


De todas as comidas de Natal, a que não pode faltar para mim é a rabanada.

Quando eu me mudei para São Paulo eu ia sempre para o Rio no Natal. Mas teve um ano em que eu estava quase estourando de tão grávida (porque o meu filho nasceu no dia 15 de janeiro) e o Natal teve que ser comemorado aqui.

Minha mãe foi à padaria comprar pão de rabanada. Para sua surpresa, a atendente não sabia o que era isso. Explico: no Rio, somos muito influenciados pelo portugueses. Além da questão de termos origens da época do império, tem a chegada predominantemente de portugueses e espanhóis na década de 50. Creio que desde o império até os anos 60, os portugueses nunca deixaram de chegar, visto que eu tenho bisavó portuguesa (neste corpinho de japonesa). Voltando à vaca fria, até hoje, muita gente em São Paulo nem faz idéia do que é uma rabanada, já que a influência aqui é italiana.

Hoje, resgatei anos e anos de preparação de pratos natalinos (detalhe que eu detesto cozinhar) e amanheci cortando pão de rabanada (na espessura exata) que eu encontrei no mercadinho local de proprietários portugueses. Minha "ajudante" chegou e eu a ensinei a confeccionar as iguarias.

Às 10 horas da manhã eu estava degustando rabanadas frescas. Achei que era demais abrir uma garrafa de champanhe a essa hora, então contentei-me em acompanhá-la com um bom vinho tinto Cabernet Sauvignon (embora eu imagine que que o recomendado neste caso seria um vinho do Porto).

Será que é por isso que a minha criatividade subitamente reaflorou?

Receitinha rápida de rabanada:

Cortar o pão de rabanada "dormido" na espessura de um dedo grosso.
Colocar numa tigela leite adoçado com um pouco de açúcar.
Pegar cada fatia e mergulhar no leite sem empapar demais. Colocar a fatia molhada numa forma.
Bater ovos com um pouco de açúcar numa tigela.
Esquentar bem o óleo para fritura.
Uma a uma, passar a fatia molhada no leite no ovo dos dois lados e colocar na frigideira quente.
Depositar a rabanada num prato com papel toalha para retirar a gordura (melhor que não fique muito gordurosa).
Após fritar todas as rabanadas, misturar numa vasilha açúcar e canela até ficar numa cor entre a do açúcar e da canela.
Uma a uma, passar a rabanada morna na mistura e arrumar numa travessa.
A mistura de açúcar e canela que sobrar, deixar num recipiente com colher para que a pessoa ao comer possa aproveitar para polvilhar na rabanada.

Sugestão: comer à tarde, antes da ceia, à noite, depois da ceia e na manhã do dia 25. Não importa que com isto você esteja ingerindo umas 3000 calorias.