sábado, 4 de outubro de 2008

Special


"I always thought I would be special. But I am not, I am just an ordinary person. But that's OK, because you make me special".

Sandra Bullock em "Hope Floats".

Estou aqui há alguns minutos tentando organizar mentalmente o motivo desta frase ter me tocado tanto. Eu nem vi o filme inteiro, peguei bem no finalzinho e do pouco o que vi, ficou marcada esta fala. Acho que fiz uma viagem no tempo e voltei para minha adolescência. Existem formas de enxergar as oportunidades futuras: jovens que sonham muito e acham que tudo é possível, os que não fazem a menor idéia do que fazer da vida, os que vão levando e os pessimistas, que acham que o futuro não trará nada de promissor.

Talvez no passado eu tenha sido um pouco dos 3 primeiros: não tinha muita idéia do que fazer, embora enxergasse milhares de oportunidades e resolvendo optar por algo e ver no que ia dar.
De repente me vejo adulta, trabalhando, enfrentando os problemas diários, contas para pagar, engarrafamento, doença, desilusão.... Parece que tudo era mais fácil quando a obrigação era apenas estudar e sonhar; admirar grandes músicos e escritores, sonhar que um dia eu poderia ser um deles. Mas no fim, chego à mesma conclusão da personagem do filme: eu sou apenas uma pessoa comum, com defeitos e problemas como todo mundo. Mas faço a diferença para aqueles que me conhecem de perto e que me querem bem... e no fim, concluo que isso é o que me basta para ser feliz.

Napoleon Dynamite


Vi o filme ontem e gostei. Não vou dizer que é um filme exceleeeente, mas é inusitado, engraçado. Assim como o "Little Miss Sunshine", ele mostra os Estados Unidos que Hollywood não mostra. Onde as pessoas que vivem no interior são pobres, se vestem esquisito, têm gostos excêntricos, não recebem a educação adequada do sistema público. Mostra a realidade sem ter que apelar para crimes hediondos como o "Boys don't cry". Muito pelo contrário, a gente vê o filme e termina feliz, se sentindo leve. Isso também porque rolam umas musiquinhas anos 80 muito bem escolhidas...


Para os desavisados: depois dos créditos ainda rola uma cena final...

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Projeto do bimestre: dinossauros

Declaração de uma menina de 5 anos :

- Mamãe, eu adoro esse dinossauro de pescoço comprido que é "herbívero".

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Absurdos

Houve uma época em que tudo me revoltava: pessoa que não agradece quando você segura a porta do elevador me revoltava, fechada no trânsito me revoltava, aguardar ser atendida na central de telemarketing me revoltava, pessoa que quando você dá bom dia não responde me revoltava, fila me revoltava, enfim.... Acho que isso acontece por volta dos 20 e poucos anos, quando você sai de casa, começa a frequentar o mundo de verdade e percebe que as pessoas e as situações não têm a mesma educação e a estrutura com a qual você aprendeu a ver o mundo. Quando você ainda vive olhando só para o seu umbigo e não entende que as pessoas podem estar num dia ruim, terem problemas, estarem com sono ou serem desligadas.

É claro que eu me estresso. Mas com o tempo aprendi a selecionar um pouco o que me estressa. Posso levar 20 fechadas num dia e não me estressar. E levar uma única no dia seguinte que vai me estressar. Acho que hoje em dia, depende mais do estado de espírito em que eu me encontro do que da situação em si.

Hoje de manhã, estava ansiosa com alguns acontecimentos de trabalho e de vida que me pareceram fugir do controle num dado momento e subitamente tive aquela vontade incontrolável e inexplicável de tomar um café. Mas não aqueles de máquina de escritório, café de verdade. Acho que foi aquela sensação de "morning fix".

Desci para a lojinha de café que tem dentro da empresa e muito apressada pedi:

- Um capuccino grande, por favor.
(Porque eu não tomo café puro).
- Olha, estamos sem café. Posso fazer um chocolate, tudo bem?
- Não, obrigada, fica para a próxima.

Como assim?!!! Não tem café na cafeteria?!!!!!

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Gargalhadas

Sabe aqueles e-mails bobinhos mas que acabam sendo divertidos? Vai fazendo perguntinhas e vc vai respondendo e manda para quem te mandou e para outros amigos responderem? Dependendo do dia vc entra no clima ou acha totalmente b.b.ca encaminhar este tipo de e-mail.

Pois é, recebi um e-mail desses, respondi toda certinha (o que já demonstra um pouco da minha personalidade, além das respostas em si). E comecei a receber as respostas.

Numa delas ia tudo normal; 4 lugares onde morei, 4 programas de TV, 4 apelidos, 4 comidas.... até que veio a pergunta:

4 lugares em que desejaria estar agora:

Na rua, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapê.

Ahahahaha.... me pegou de surpresa... chorei de rir e nem sei bem porque.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Bonecas Anne Geddes


Vou falar agora de um assunto bem de menina. Estive ontem na PBKids e fiquei ALUCINADA com a linha de bonecas da Anne Geddes. Sabe aquela fotógrafa que coloca os bebês dentro dos vazinhos de flores, vestidos de bichinhos e tudo mais? São bonecas de vários tamanhos; as que eu gostei mais foram as que imitam os bebês dormindo. MUITO FOFAS!!



Saudades disso...


Praia da Barra, sol morno, areia fria, umidade no ar, maresia, água salgada...
Ao fundo a pedra da Gávea
Será que uso o meu Mastercard?

domingo, 28 de setembro de 2008

Milagre

Meu avô era japonês, de Okinawa. Veio para o Brasil com 17 anos e foi trabalhar na agricultura. Constituiu uma numerosa família e morava no interior do Mato Grosso do Sul, onde cultivava sua própria lavoura. Conta a minha mãe que ele tinha muito talento com as plantas. Fazia enxertos, cultivava frutas e legumes premiados nas feiras locais.

Mais tarde, mudou-se para a cidade e passou a ser motorista de táxi. A casa da cidade tinha um jardim muito florido na frente, coberto de grama japonesa. Esse tipo de grama vai crescendo bastante e formando "tufos" e caindo como se fossem franjas. Lembro-me de que quando pequena, adorava rolar nessa grama "fofinha".

Acho que vocês devem estar pensando que vou dizer que herdei este jeito com plantas do meu avô. Infelizmente é o contrário. Não só não herdei como tenho até um certo pânico. Nunca sei a quantidade de água que deve ser colocada, se deve pegar sol ou não; são muitas variáveis e muita sensibilidade, que infelizmente eu não tenho. Não nessa área.

Deve fazer mais ou menos 1 ano e meio que ganhamos esta orquídea de presente. Ela tinha um único cacho de flores brancas pendentes. Um dia ela tombou e lá se foram as flores. Coloquei a planta num canto da varanda e esqueci dela. Faz uma semana e meia mais ou menos que notei nela, para meu espanto, um galho cheinho de brotos. Aguardei ansiosa para que eles abrissem. E este foi o resultado, restando ainda alguns por abrir...

Digam-me se isto não foi realmente um milagre?