sábado, 4 de outubro de 2008

Special


"I always thought I would be special. But I am not, I am just an ordinary person. But that's OK, because you make me special".

Sandra Bullock em "Hope Floats".

Estou aqui há alguns minutos tentando organizar mentalmente o motivo desta frase ter me tocado tanto. Eu nem vi o filme inteiro, peguei bem no finalzinho e do pouco o que vi, ficou marcada esta fala. Acho que fiz uma viagem no tempo e voltei para minha adolescência. Existem formas de enxergar as oportunidades futuras: jovens que sonham muito e acham que tudo é possível, os que não fazem a menor idéia do que fazer da vida, os que vão levando e os pessimistas, que acham que o futuro não trará nada de promissor.

Talvez no passado eu tenha sido um pouco dos 3 primeiros: não tinha muita idéia do que fazer, embora enxergasse milhares de oportunidades e resolvendo optar por algo e ver no que ia dar.
De repente me vejo adulta, trabalhando, enfrentando os problemas diários, contas para pagar, engarrafamento, doença, desilusão.... Parece que tudo era mais fácil quando a obrigação era apenas estudar e sonhar; admirar grandes músicos e escritores, sonhar que um dia eu poderia ser um deles. Mas no fim, chego à mesma conclusão da personagem do filme: eu sou apenas uma pessoa comum, com defeitos e problemas como todo mundo. Mas faço a diferença para aqueles que me conhecem de perto e que me querem bem... e no fim, concluo que isso é o que me basta para ser feliz.

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