sábado, 20 de setembro de 2008

Brincadeiras infantis de hoje

- Au, au, au (engatinhando pela casa).

- Mamãe, eu sou um Lhasa Apso.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

A Garçonete


Não tenho nenhuma pretensão de bancar a crítica de cinema. E nem é o propósito deste blog ficar discorrendo sobre filmes. Mas sinto-me na obrigação de dividir com as pessoas aquilo que me entusiasma ou emociona.

Há alguns meses atrás fui assistir um filme no circuito alternativo e vi o trailer de "A Garçonete". Lembro que me pareceu muito bom. Tive a oportunidade de finalmente alugar este filme no final de semana. E ele não me decepcionou.

Para quem tem algum preconceito com filmes alternativos, o que posso dizer é que nem sempre eles são intelectuais (ou intelectualóides), densos ou cansativos. "A Garçonete" por exemplo, é levíssimo e divertido. Ele é artístico na maneira de contar a estória. Existe uma poesia na forma como são descritas as tortas que ela faz e no colorido das cenas. Sim, prepare-se para ficar com água na boca. São tortas maravilhosas, doces ou salgadas, do início ao fim.

No quentinho da noite

- Mamãe, posso ficar um pouco com você?
- Pode sim, deita do outro lado.

Estou quase caindo da cama. Duas cabeças no mesmo travesseiro.
Olho para o lado dela: um cachorrinho sujinho.
Penso: "que bonitinho, ela trouxe o cachorrinho".
Toca o despertador.

- Bonitinha, tá na hora de acordar para ir para a escola...
- Ah, mamãe, não quero sair daqui porque você está fofinha. Porque você é tão fofinha?

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Sensações IV

Frio da noite. Garoa.
Casaco quentinho.
Passo, passo, rápido, sem parar.
Pessoas, carros, ônibus, lojas.
Caminhar mais rápido.
Suor, corpo quente.
Músculo queimando.
Rua vazia.
Avenida esvaziando.
"Estou quase lá".

Surpresa Matutina

Não me peçam para explicar... estava andando hoje pela manhã e escutei um gralhar insistente. De início não prestei atenção. Mas ele não parava. Então, olhei para cima (na direção de onde vinha o som) achando que podia ser um urubu (se bem que nunca achei que urubus emitissem qualquer tipo de som) e para minha surpresa, avistei um TUCANO!!! Ele era enorme, com um bico laranja maior ainda.... E parecia que me olhava. Saquei o celular e tentei tirar uma foto. Mas estava muito longe. Continuei olhando para ele que orgulhoso conseguiu o queria: a minha atenção. E uma vez atingido o objetivo, voou e foi embora.

Um pouco de cor na minha manhã tão cinza e fria...

Coisas belas e inexplicáveis acontecem. É só ter um pouco de fé e atenção...

sábado, 13 de setembro de 2008

Mamma Mia

No final dos anos 70, um dos meus tios, irmão da minha mãe, foi morar em Curitiba. Conheceu uma moça, namorou e casou. A festa do casamento foi de arromba, no tradicional restaurante "Madalosso". Eu tinha aproximadamente 8 anos de idade quando ele casou. Vesti um vestido meio britânico, de manga comprida, xadrez de verde, azul marinho e ocasionais amarelos. Golona branca e fita de cetim verde escuro amarada em laço no meio da gola. Meia-calça e sapato boneca de verniz preto. Por ser em Curitiba, naturalmente fazia muito frio.

O que me recordo vividamente, além do vestido, é que a festa rolou animada até bem tarde. Tocaram todos os sucessos de "ABBA" várias vezes, todo mundo muito animado na pista, cantando alto os refrões mais conhecidos. Como eu era muito menina, numa certa altura quis dormir. Me recostei num sofá meio de madeira e tentei adormecer em meio àquela balbúrdia.

Mamma mia nem bem estreiou no cinema e eu já fui ver. Eu não fazia idéia de que era musical mesmo... Eu nunca fui muito fã de Meryl Streep mas devo admitir que quando ela sai daqueles roteiros muito dramáticos, ela se transforma e aí percebemos o quanto ela é boa atriz. O filme está muitíssimo divertido, valendo muitas gargalhadas. Dá vontade de cantar junto cada hit que se apresenta ao longo da estória. E o final é engraçadíssimo. Vale a pena ver....

Para os mais emotivos, as lágrimas rolam em "The Winner Takes it All":

http://www.youtube.com/watch?v=xK3mVxGfzPY

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Juno

Ontem, finalmente eu consegui ver Juno. Confesso que estava um pouco cética... O filme começou devagarzinho... acho que fiquei um pouco preconceituosa porque escutei a trilha sonora antes e não gostei... mas a estória vai se desenrolando aos poucos, a personagem vai crescendo (dentro do filme, quero dizer, apesar de que literalmente também... rs). E de uma forma leve e divertida, várias questões humanas são apresentadas, desde a sensação do "não pertencer", comum na adolescência, até dúvidas e crises próprias da fase adulta.


Para variar, derramei lágrimas em 3 cenas... Tá certo que isso para mim não é difícil. Tenho uma amiga que é descendente de italianos que se gaba de estar me contagiando com este "jeito de ser". Mas eu vivo dizendo para ela que por debaixo desta aparência plácida "luso-nipônica", eu sempre fui tão italiana quanto ela. Primeiro porque o meu nome é um dos mais comuns na Itália, apesar de meio raro no Brasil, segundo porque eu amo massas de todo tipo e terceiro porque no fundo eu amo um melodrama e uma auto-comiseração.


Sendo assim, diante de tanta sensibilidade, eu praticamente consegui vencer os violõezinhos e gaitinhas da trilha sonora e posso dizer com convicção que AMEI o filme e que recomendo.

Outra dica: o CD de tributo ao Carpenters que aparece numa das cenas é excelente. Eu tenho.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Amizade II



Uma das grandes oportunidades que o Orkut nos proporcionou foi a de reencontrarmos pessoas que conhecemos em uma determinada fase da nossa vida e de revisitarmos aquela época com uma "roupagem" diferente. Definitivamente na adolescência tomamos muitas atitudes equivocadas por pura insegurança ou por vermos as situações não como elas são realmente mas como pensamos que são.


No início eu me frustrei um pouco. A gente acha que tem que reencontrar os amigos pessoalmente e que tem que reviver os momentos daquela época. Não é assim. Até porque a gente mudou um pouco, os amigos também, alguns estão distantes... enfim. Atualmente eu tenho me esforçado para fazer as coisas que eu consigo fazer, sem ilusões. Se não dá para largar tudo, pegar um avião e dar um abraço apertado naquela amiga de infância, então que pelo menos troquemos e-mails, fotos, papos no telefone, scraps no Orkut.

Depois que que reencontrei essas pessoas, já me vi pedindo desculpas por coisas de 20 anos atrás, adicionando pessoas que no colégio eu não tinha nem coragem de conversar, pude ouvir impressões que as pessoas tinham sobre mim que eu nem fazia idéia. E o melhor de tudo, pude resgatar um pouquinho da minha essência, coisas que eu havia esquecido sobre mim mesma.

Uma amiga me disse: essa música me lembra tardes na sua casa. Outra me perguntou: você ainda gosta de Supertramp e Marillion? Toda vez que escuto "Kayleigh" lembro de você. Aí me ocorreu: faz tempo que não escuto Marillion, Marillion com Fish, é claro. E me frustrei um pouco porque não carreguei o álbum "Fugazi" e "Misplaced Childhood" no ipod. Mas tem "La Gazza Ladra", e já dá para matar as saudades...

Agora tá rolando "Jigsaw":

"Stand straight, look me in the eye and say goodbye
Stand straight, we've drifted past the point of reasons why
Yesterday starts tomorrow, tomorrow starts today
And the problem always seems to be were picking up the pieces on the ricochet
This is the ricochet"

http://www.youtube.com/watch?v=JDO_O1CS6d0

Kayleigh:
http://www.youtube.com/watch?v=cwNVfNc1IQM

Lavender:
"A penny for your thoughts my dear,
IOU for your love,
IOU for you love..."
http://www.youtube.com/watch?v=Q7sIzWKHGwQ

Script for a Jester's Tear
http://www.youtube.com/watch?v=gaBjdLQ0LJ0