Todo ano é a mesma coisa. Vem o dia da mulher e fico com uma cara assim, de não saber se isso é bom ou ruim.
É claro que valorizo a oportunidade de ser independente e ter igualdade de escolhas e ações. Eu só fico pensando que nós, que crescemos no meio do caminho desta conquista, passamos ainda por algumas crises muito sérias. Fomos criadas para ter uma vida profissional e no entanto esperam da gente que sejamos também donas-de-casa eficientes. Os homens que cresceram na mesma época que nós receberam de suas mães, profissionais do lar, a visão ainda da esposa que é a única responsável por cuidar da casa e dos filhos. Eles podem até dizer que gostam das mulheres independentes, porque afinal é ótimo ter alguém com quem dividir a responsabilidade financeira. Mas na verdade não conseguem dividir as funções domésticas e nem enxergar a vida profissional de sua esposa com a mesma seriedade com que enxergam as deles.
O emprego da mulher é encarado como algo complementar ao deles. Se o chefe manda trabalhar no final de semana, são várias as justificativas a serem dadas. De um lado, tenta-se negociar no trabalho e no outro justifica-se para o marido porque é necessário trabalhar e porque não foi possível escapar da convocação, porque no final de semana elas não deveriam deixar de dar conta de suas atribuições em casa. O marido pode voltar para casa na hora que achar conveniente. A mulher precisa estar de volta no horário de liberar a babá pois a responsabilidade de ficar com os filhos é dela. Mais justificativas e stress. É andar o tempo todo na corda-bamba.
De repente nós, mulheres, profissionais, casadas e com filhos, nos vemos no meio de um acúmulo de funções quase impossível de cumprir. E pior: no meio do acúmulo, esquecemos de nós mesmas, dos nossos sonhos e dos nossos gostos que deveriam também ser parte da tão proclamada conquista. O marido diz que vai dividir e acaba entrando na função de cobrador. A balança continua pesando só para um lado.
É como eu li num texto americano no outro dia. A gente olha para a casa, para os filhos e tenta entender o que aconteceu com aquela jovem que estudou, se graduou com nota máxima no projeto final, que gostava de música e de conversar com os amigos. Quando foi que ela se afundou numa vida de exigências diárias, de tarefas e tarefas a cumprir, preenchendo expectativas quase sempre alheias e por vezes tão diferentes das suas. Sem direito a conversa, sem direito a desabafo, sem direito a falhar e a ter preguiça.
É isso aí. Feliz dia da mulher.
domingo, 8 de março de 2009
quinta-feira, 5 de março de 2009
Fui fuçada!
Gentem,
mais um selinho... Essa blogosfera anda tão generosa!! Aproveitem para dar uma olhadinha no Bud porque ele é muito fofo e me trouxe lembranças de infância.
Pat, valeeeeu!! Adorei!!!
mais um selinho... Essa blogosfera anda tão generosa!! Aproveitem para dar uma olhadinha no Bud porque ele é muito fofo e me trouxe lembranças de infância.
Pat, valeeeeu!! Adorei!!!
Eu recebi uma dádiva
Uma não. Várias. Recebi a dádiva de ter uma mente imaginativa. O que me traz benefícios e também dor. A dádiva de ter sensibilidade apurada. E de ter uma filha muito parecida comigo.
Nós temos uma vasta biblioteca infantil. Eu adoro comprar livros para os meus filhos. Compro, leio sozinha e depois com eles. Certa vez, comprei um livro chamado "Quem tem medo de monstros". Achei que meu filho ia gostar porque desde cedo ele se interessa por monstros, naves espaciais, estórias com perfil mais de aventura.
Ontem minha filha pediu para eu ler um livro antes de dormir. Resolvi procurar algo diferente e me deparei com o tal livro. Começamos a ler, o monstro apareceu na estória e várias perguntas surgiram. Notei um certo tom de apreensão. Na medida em que o monstro começou a se aproximar mais do menino e a aprontar algumas travessuras, as mãozinhas dela seguraram o meu braço e permaneceram agarradas até que a estória terminasse.
O problema é que o monstro no livro desaparece sem explicações. Ainda bem que eu me lembro de como era na idade dela. As coisas que eu imaginaria em cima de um livro desses. Tratei de dar alguns esclarecimentos para ela. Que o menino poderia ter dormido e sonhado. Ou que ele quis se divertir e inventou na cabeça uma estória fantástica que se tornou a brincadeira dele. Falei algumas outras coisas e ela se acalmou.
Ela me perguntou porque o monstro do livro era tão feio, com tantas pintas e chifres. E eu disse para ela: "você gosta de desenhar também né? E você também desenha monstros. Quando você desenha, não faz o máximo para que o seu monstro fique bem amedrontador?", ela assentiu. "Pois com o autor deste livro também é assim. Ele queria que você achasse que o monstro dele também era amedrontador".
Resolvendo pendências do passado....
Hoje minha filha acordou de excelente humor.
Nós temos uma vasta biblioteca infantil. Eu adoro comprar livros para os meus filhos. Compro, leio sozinha e depois com eles. Certa vez, comprei um livro chamado "Quem tem medo de monstros". Achei que meu filho ia gostar porque desde cedo ele se interessa por monstros, naves espaciais, estórias com perfil mais de aventura.
Ontem minha filha pediu para eu ler um livro antes de dormir. Resolvi procurar algo diferente e me deparei com o tal livro. Começamos a ler, o monstro apareceu na estória e várias perguntas surgiram. Notei um certo tom de apreensão. Na medida em que o monstro começou a se aproximar mais do menino e a aprontar algumas travessuras, as mãozinhas dela seguraram o meu braço e permaneceram agarradas até que a estória terminasse.
O problema é que o monstro no livro desaparece sem explicações. Ainda bem que eu me lembro de como era na idade dela. As coisas que eu imaginaria em cima de um livro desses. Tratei de dar alguns esclarecimentos para ela. Que o menino poderia ter dormido e sonhado. Ou que ele quis se divertir e inventou na cabeça uma estória fantástica que se tornou a brincadeira dele. Falei algumas outras coisas e ela se acalmou.
Ela me perguntou porque o monstro do livro era tão feio, com tantas pintas e chifres. E eu disse para ela: "você gosta de desenhar também né? E você também desenha monstros. Quando você desenha, não faz o máximo para que o seu monstro fique bem amedrontador?", ela assentiu. "Pois com o autor deste livro também é assim. Ele queria que você achasse que o monstro dele também era amedrontador".
Resolvendo pendências do passado....
Hoje minha filha acordou de excelente humor.
Escrita e sentimento
Chamou-me atenção várias vezes ao ler artigos sobre grandes escritores que muitos deles relatam que escrever é um processo doloroso. Isso ficou na minha cabeça um dia.
Sobre ser doloroso fiquei na dúvida: quem nasceu primeiro? O ovo ou a galinha? A dor ou a escrita? Por que comigo é assim: aconteceu algumas vezes de em momentos de sentimento extremo, seja de dor, ansiedade ou melancolia, escrever posts que se tornaram os meus preferidos ou que foram muito comentados. De onde concluo que o processo criativo tem muita ligação com o sentimento. E talvez grandes explosões emocionais realmente provoquem criações mais exuberantes.
Acho que por doloroso podemos entender também auto-crítica. Digamos que para mim é fácil, eu que estou aqui despretensiosamente escrevendo. Se alguém lê o meu post e comenta, é alegria. Lucro. Por que eu escrevo por que gosto e preciso. Mas o escritor tem toda a pressão do público e da mídia. E sejamos francos, a tendência das pessoas é na maior parte das vezes criticar e não elogiar. Então concordo que seja doloroso. Porque acabam existindo fatores de preocupação limitantes que eu, por exemplo, não tenho. Não gostei do que eu mesma escrevi: coloco um marcador "boring" que eu criei e pronto. E o espantoso é que às vezes eu acho "boring" e no fim alguém acha engraçado ou lembra de outro fato. No fim, de que vale se criticar tanto...
Sobre ser doloroso fiquei na dúvida: quem nasceu primeiro? O ovo ou a galinha? A dor ou a escrita? Por que comigo é assim: aconteceu algumas vezes de em momentos de sentimento extremo, seja de dor, ansiedade ou melancolia, escrever posts que se tornaram os meus preferidos ou que foram muito comentados. De onde concluo que o processo criativo tem muita ligação com o sentimento. E talvez grandes explosões emocionais realmente provoquem criações mais exuberantes.
Acho que por doloroso podemos entender também auto-crítica. Digamos que para mim é fácil, eu que estou aqui despretensiosamente escrevendo. Se alguém lê o meu post e comenta, é alegria. Lucro. Por que eu escrevo por que gosto e preciso. Mas o escritor tem toda a pressão do público e da mídia. E sejamos francos, a tendência das pessoas é na maior parte das vezes criticar e não elogiar. Então concordo que seja doloroso. Porque acabam existindo fatores de preocupação limitantes que eu, por exemplo, não tenho. Não gostei do que eu mesma escrevi: coloco um marcador "boring" que eu criei e pronto. E o espantoso é que às vezes eu acho "boring" e no fim alguém acha engraçado ou lembra de outro fato. No fim, de que vale se criticar tanto...
quarta-feira, 4 de março de 2009
Túnel do tempo
Ultimamente parece que eu entrei no túnel do tempo. De uma hora para a outra voltei a encontrar pessoas que foram muito importantes para mim no passado. Mesmo que na maioria das vezes o encontro não seja físico, existe muita emoção em compartilhar lembranças do passado e impressões sobre o presente. Sobre como a vida pode ter nos modificado ao longo dos anos.
Eu tenho umas "doideiras". Ao longo desses anos, eu sempre sonhei com duas amigas. Uma que eu acreditava que tinha magoado. E outra que era muito especial mas de quem me afastei inexplicavelmente. Coisa de destino, rotinas diferentes, mudança de cidade. Nos meus sonhos, que ocorriam de forma esparsa mas não deixavam de acontecer, eu sempre me desculpava com elas.
A primeira amiga, voltou a ser minha amiga virtual. No meu primeiro contato com ela escrevi um extenso e-mail de desculpas. Ela não só me desculpou como para minha surpresa, nem lembrava direito do que havia acontecido. Agora, nos falamos várias vezes por semana. E eu não voltei a sonhar com ela.
A segunda amiga, falou comigo ontem pelo msn. Ela não sabe, mas em alguns momentos, com confidências que trocamos, eu chorei. Chorei da emoção do reencontro, de poder pronunciar um certo arrependimento e por perceber que ela, que no passado tinha tantas coisas em comum comigo, continua tendo. Nas alegrias e nas aflições.
Quando eu via o "Túnel do Tempo" quando era criança, com certeza não conseguia captar todas as nuances que existem em ser capaz de voltar no tempo. Se eu pudesse voltar no tempo, ao contrário do que se possa pensar, acho que não reescreveria a história. Para que arriscar um "Efeito Borboleta"? Pensando bem, acho que minhas escolhas não têm sido tão erradas. E afinal, essas experiências têm me mostrado que se um dia as escolhas forem erradas, com sorte (ou não?) existe quase sempre a possibilidade de corrigi-las no presente. É identificar o momento e pegar ou largar...
Eu tenho umas "doideiras". Ao longo desses anos, eu sempre sonhei com duas amigas. Uma que eu acreditava que tinha magoado. E outra que era muito especial mas de quem me afastei inexplicavelmente. Coisa de destino, rotinas diferentes, mudança de cidade. Nos meus sonhos, que ocorriam de forma esparsa mas não deixavam de acontecer, eu sempre me desculpava com elas.
A primeira amiga, voltou a ser minha amiga virtual. No meu primeiro contato com ela escrevi um extenso e-mail de desculpas. Ela não só me desculpou como para minha surpresa, nem lembrava direito do que havia acontecido. Agora, nos falamos várias vezes por semana. E eu não voltei a sonhar com ela.
A segunda amiga, falou comigo ontem pelo msn. Ela não sabe, mas em alguns momentos, com confidências que trocamos, eu chorei. Chorei da emoção do reencontro, de poder pronunciar um certo arrependimento e por perceber que ela, que no passado tinha tantas coisas em comum comigo, continua tendo. Nas alegrias e nas aflições.
Quando eu via o "Túnel do Tempo" quando era criança, com certeza não conseguia captar todas as nuances que existem em ser capaz de voltar no tempo. Se eu pudesse voltar no tempo, ao contrário do que se possa pensar, acho que não reescreveria a história. Para que arriscar um "Efeito Borboleta"? Pensando bem, acho que minhas escolhas não têm sido tão erradas. E afinal, essas experiências têm me mostrado que se um dia as escolhas forem erradas, com sorte (ou não?) existe quase sempre a possibilidade de corrigi-las no presente. É identificar o momento e pegar ou largar...
terça-feira, 3 de março de 2009
Quando foi que a minha vida virou um to do list?
Um dia, desesperada com a quantidade de incontáveis tarefas não cumpridas que eu tinha no meu "to do list" mental, eu me dei conta: "eu não tenho um to do list. Eu vivo um to do list". E nos intervalos, faço aquilo que importa.
Fiquei analisando a minha vida, pensando nas coisas que eu fazia e no que provocava tantas tarefas. Foi então que eu me dei conta de que temos que buscar um modo de vida mais simples. Não me levem a mal. Não é hipocrisia, quem me conhece sabe que eu sou uma pessoa bastante consumista e bastante ligada a bens materiais e pode ter essa impressão. Mas a conclusão que eu cheguei é que quanto mais materialistas nos tornamos, mais atarefados ficamos.
Por isso, depois dessa constatação, passei a olhar a minha vida de uma forma diferente. Esclareço: não é porque a gente constatou algo que consegue mudar de um dia para o outro. Acho que mais importante do que promover mudanças radicais na nossa vida, é identificar pequenas mudanças e fazê-las constantemente. Eu tive algum chefe um dia que chamava isso de "trabalho de formiguinha". Fazer um pouquinho, todo dia, sem cansar.
Voltando ao assunto do quanto o "possuir" nos gera trabalho. Vou dar alguns exemplos.
A partir do momento que compramos um carro, veja a quantidade de tarefas que ganhamos: contratar seguro, renovar seguro, pagar ipva, fazer inspeção veicular, trocar óleo, verificar água e calibragem dos pneus, reparar eventuais defeitos. Há quem queira ter mais de um carro. Então multiplique esse número de tarefas por 2 ou mais. Compramos um apartamento, tem todas as contas a pagar, reunião de condomínio, reparos, reformas. Sabe aquela decoração bacana, cheia de luzinhas para todos os lados? Lâmpadas e lâmpadas a comprar e trocar. Cortinas para lavar. Contrata-se empregada: assinar carteira, recolher INSS e FGTS, calcular férias e 13o., eventuais demissões e recontratações.
Resolvemos comprar aquele super celular. Tem que instalar software de sincronização, aprender a usar os recursos do celular. TV a cabo, banda larga, mais contas para pagar (neste mometo nem estou falando do peso financeiro, mas das tarefas mesmo. Vencimentos para lembrar, agendamentos). Aí o serviço resolve não funcionar um determinado dia. São dias de brigas pelo telefone e recebimento de técnicos. Aparelhos eletrônicos, todos gerando mais funções a conhecer, instalações e defeitos.
Roupas, sapatos, livros, CDs, mídias de todo tipo, objetos de decoração. Tudo isso gera: arrumação, limpeza, aquisição de locais para armazenagem. E todas as sub-tarefas derivadas disso.
Tem gente que tem hobby que vira obrigação. A pessoa se envolve no dia-a-dia, não dá conta de tocar o hobby e internamente se cobra por não conseguir dar prosseguimento.
Animais de estimação. Quase como filhos. Limpeza, alimentação, veterinário.
E olha que nem falei de filhos ainda. Vou me abster de falar de filhos por que filhos valem a pena e não sei se posso sem querer passar uma imagem contrária. Mas mesmo no quesito filhos, há coisas a refletir. O nosso papel em priorizar educação e valores no lugar de consumismo e materialismo que por sua vez podem vir a gerar ainda mais aborrecimento. E observe-se que aquele dito popular de que quem cuida de um, cuida de dois, é a maior mentira. É trabalho dobrado sim.
É isso aí. Pausa para reflexão. O que você tem de excesso na sua vida?
Fiquei analisando a minha vida, pensando nas coisas que eu fazia e no que provocava tantas tarefas. Foi então que eu me dei conta de que temos que buscar um modo de vida mais simples. Não me levem a mal. Não é hipocrisia, quem me conhece sabe que eu sou uma pessoa bastante consumista e bastante ligada a bens materiais e pode ter essa impressão. Mas a conclusão que eu cheguei é que quanto mais materialistas nos tornamos, mais atarefados ficamos.
Por isso, depois dessa constatação, passei a olhar a minha vida de uma forma diferente. Esclareço: não é porque a gente constatou algo que consegue mudar de um dia para o outro. Acho que mais importante do que promover mudanças radicais na nossa vida, é identificar pequenas mudanças e fazê-las constantemente. Eu tive algum chefe um dia que chamava isso de "trabalho de formiguinha". Fazer um pouquinho, todo dia, sem cansar.
Voltando ao assunto do quanto o "possuir" nos gera trabalho. Vou dar alguns exemplos.
A partir do momento que compramos um carro, veja a quantidade de tarefas que ganhamos: contratar seguro, renovar seguro, pagar ipva, fazer inspeção veicular, trocar óleo, verificar água e calibragem dos pneus, reparar eventuais defeitos. Há quem queira ter mais de um carro. Então multiplique esse número de tarefas por 2 ou mais. Compramos um apartamento, tem todas as contas a pagar, reunião de condomínio, reparos, reformas. Sabe aquela decoração bacana, cheia de luzinhas para todos os lados? Lâmpadas e lâmpadas a comprar e trocar. Cortinas para lavar. Contrata-se empregada: assinar carteira, recolher INSS e FGTS, calcular férias e 13o., eventuais demissões e recontratações.
Resolvemos comprar aquele super celular. Tem que instalar software de sincronização, aprender a usar os recursos do celular. TV a cabo, banda larga, mais contas para pagar (neste mometo nem estou falando do peso financeiro, mas das tarefas mesmo. Vencimentos para lembrar, agendamentos). Aí o serviço resolve não funcionar um determinado dia. São dias de brigas pelo telefone e recebimento de técnicos. Aparelhos eletrônicos, todos gerando mais funções a conhecer, instalações e defeitos.
Roupas, sapatos, livros, CDs, mídias de todo tipo, objetos de decoração. Tudo isso gera: arrumação, limpeza, aquisição de locais para armazenagem. E todas as sub-tarefas derivadas disso.
Tem gente que tem hobby que vira obrigação. A pessoa se envolve no dia-a-dia, não dá conta de tocar o hobby e internamente se cobra por não conseguir dar prosseguimento.
Animais de estimação. Quase como filhos. Limpeza, alimentação, veterinário.
E olha que nem falei de filhos ainda. Vou me abster de falar de filhos por que filhos valem a pena e não sei se posso sem querer passar uma imagem contrária. Mas mesmo no quesito filhos, há coisas a refletir. O nosso papel em priorizar educação e valores no lugar de consumismo e materialismo que por sua vez podem vir a gerar ainda mais aborrecimento. E observe-se que aquele dito popular de que quem cuida de um, cuida de dois, é a maior mentira. É trabalho dobrado sim.
É isso aí. Pausa para reflexão. O que você tem de excesso na sua vida?
segunda-feira, 2 de março de 2009
Paradoxal
É bobo mas vou ter que comentar: o papel é para enxugar a mão. Manda a gente puxar com as duas mãos. A gente puxa mas mesmo assim o papel despedaça com a mão molhada. Só funciona puxando com as mãos quase secas.
Ninguém merece.
Ninguém merece.
domingo, 1 de março de 2009
Shall we Dansu?
Sim, é Dansu mesmo. Em japonês.
Ontem eu fui num clube latino. Latino de verdade, com frequentadores latinos. O normal lá era falar espanhol, embora todos falassem português. Da rua, pela portinha pequena, a gente não consegue vislumbrar o que há lá dentro. Um ambiente grande, com mezzanino e ar rústico. Banda ao vivo, vários ritmos: salsa, merengue, cúmbia, reggaeton, cha cha cha... No início eu estava tímida. Aos poucos fui me soltando e me diverti muito.
Eu tenho essa tendência a olhar as coisas e lembrar de filmes... Fiquei lembrando de "Buena Vista Social Club"... tinha aquele ambiente latino, fumaça no ar, calor, sensualidade, a dança é muito sensual mas sem vulgaridade (bom, excluindo o reggaeton....).
Lembrei-me daquele excelente filme japonês, "Shall we Dansu". Que sendo filme de sucesso fora do circuito americano, ganhou a infeliz versão "Shall we dance" com a Jeniffer Lopez e o Richard Gere. Eu digo infeliz porque é o de sempre: pegam um filme fantástico, retiram as sutilezas que são justamente o que torna o filme bom e produzem algo pasteurizado e de fácil digestão (ou indigestão) para o público médio americano.
Para quem não viu o filme fica o trailer só para deixar com vontade.... O momento em que Sugyiama-san avista a professora de dança na janela, da estação de trem, é de cortar a respiração... e de resto, muitas risadas.
Ontem eu fui num clube latino. Latino de verdade, com frequentadores latinos. O normal lá era falar espanhol, embora todos falassem português. Da rua, pela portinha pequena, a gente não consegue vislumbrar o que há lá dentro. Um ambiente grande, com mezzanino e ar rústico. Banda ao vivo, vários ritmos: salsa, merengue, cúmbia, reggaeton, cha cha cha... No início eu estava tímida. Aos poucos fui me soltando e me diverti muito.
Eu tenho essa tendência a olhar as coisas e lembrar de filmes... Fiquei lembrando de "Buena Vista Social Club"... tinha aquele ambiente latino, fumaça no ar, calor, sensualidade, a dança é muito sensual mas sem vulgaridade (bom, excluindo o reggaeton....).
Lembrei-me daquele excelente filme japonês, "Shall we Dansu". Que sendo filme de sucesso fora do circuito americano, ganhou a infeliz versão "Shall we dance" com a Jeniffer Lopez e o Richard Gere. Eu digo infeliz porque é o de sempre: pegam um filme fantástico, retiram as sutilezas que são justamente o que torna o filme bom e produzem algo pasteurizado e de fácil digestão (ou indigestão) para o público médio americano.
Para quem não viu o filme fica o trailer só para deixar com vontade.... O momento em que Sugyiama-san avista a professora de dança na janela, da estação de trem, é de cortar a respiração... e de resto, muitas risadas.
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