quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Desafio

"Viver em sociedade é um desafio porque às vezes ficamos presos a determinadas normas que nos obrigam a seguir regras limitadoras do nosso ser ou do nosso não-ser... Quero dizer com isso que nós temos, no mínimo, duas personalidades: a objetiva, que todos ao nosso redor conhecem; e a subjetiva... Em alguns momentos, esta se mostra tão misteriosa que se perguntarmos - Quem somos? Não saberemos dizer ao certo!!!Agora de uma coisa eu tenho certeza: sempre devemos ser autênticos, as pessoas precisam nos aceitar pelo que somos e não pelo que parecemos ser... Aqui reside o eterno conflito da aparência x essência. E você... O que pensa disso?"

Clarice Lispector - Perto do Coração Selvagem

9 comentários:

Cacau! disse...

Penso que algumas vezes não sei ao certo quando sou eu, ou quando sou o que esperam de mim. Felizmente a maturidade tem me permitido confiar mais no que sou a ponto de deixar que esse "verdadeiro eu" transpareça. Acho que é isso, Clarice...

André Lima disse...

Engraçado, estive relendo esses dias... não me lembro onde está este trecho.

André Lima disse...

Amo esse livro, de qualquer forma. É a maior obra dela, na minha modesta opinião. Pela desnidade, sabedoria das conclusões e como experiência mesmo.

Lilly disse...

Oi André!
Eu tirei esse trecho de algum lugar na internet e lá dizia pág.55 se não me engano. Eu estava querendo ler outro livro dela, pensei na "Maçã no Escuro" mas li a sinopse e não me identifiquei muito. Gostei da sugestão!

Lilly disse...

Cacau,
estou num ponto da vida que sinto como se tivesse passado anos fazendo o que esperavam de mim. Cheguei num momento de avaliação e estou tentando me reencontrar. Não é fácil...

Beijos!

André Lima disse...

É a maça no Escuro eu achei meio complicado também, não é ruim, mas é difícil de se gostar! Leia o "Perto...". Sabe que é o primeiro, né? Ela só tinha uns 18 quando escreveu!

Na verdade, no primeiro comentário eu estava confundindo este com "A Paixão segundo G.H.", desculpe. Este sim estive relendo na semana passada e considero o maior de todos. Mas acho o "Perto do coração selvagem" muito bom também. Tenho os dois, vou olhar na página 55...

abraço!

Eu disse...

Viver em sociedade é difícil. Concordo.
Quanto a sermos dois… Concordo parcialmente.
Enxergo que temos uma essência particular, com todos os seus ímpetos, e uma carcaça racional que os filtra e restringe.
Porém, como tanto os ímpetos quanto os filtros são mutantes, nunca conheceremos exatamente quem somos, mas podemos sempre ter uma boa idéia.
É isso que acho! E, quando tenho dúvidas, converso com meu blog… hahaha
Beijo!

Cacau! disse...

Eu sei... Chega uma hora que acabamos nos tornando um pouco aquilo que os outros esperam, aí fica tudo muito confuso. Tentar desencanar um pouco às vezes é bom...

Lilly disse...

Breno,
vou dizer para vc um pouco do que a minha amiga Cacau falou acima... a gente passa por coisas na vida que nos obrigam a sustentar uma determinada imagem por tanto tempo que chega uma hora que a gente se confunde e perde a noção dessa essência... a gente até esquece dela, para falar a verdade. Experiência própria, viu?
Beijos!